segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Altruísmo

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Olá.


Ontem eu tive um concerto com o meu pequeno grupo erudito que carinhosamente chamo de orquestra. Não foi a minha primeira vez, e pretendo que não seja a última, claro. Mas... a apresentação de ontem foi um pouquinho diferente das convencionais. Por quê? Para começar não havia algum julgamento. E também não havia alguma pessoa na plateia que entendesse de música, teoria, afins. Então... para quem tocamos? Não, não foi para crianças... justamente pelo contrário. A orquestra tocou numa casa de repouso.


Para quem não sabe, casa de repouso é quase um asilo. E não sei se é ou não costume de uma casa de repouso, mas só havia senhoras, nenhum senhor por lá. Enfim... o barato dessa história é a seguinte. Meu grande amigo (na qual chamo formalmente de "maestro") foi à casa dias antes. E, em nosso último ensaio antes da apresentação, ele disse algo que, a princípio, não saquei:


- Pessoal... estou para dizer que essa é a nossa apresentação mais importante de todas.


Realmente, poucos são os que entendem de começo. Mas, ele explicou. As senhoras que vivem por lá não tem algum tipo de distração. Tevezinha, radinho... somente. Muitas ficam sentadas o dia todo, só esperando o tempo passar. Outras fazem crochê... e outras, infelizmente, não possuem muito o que fazer devido aos males que possuem: Alzheimer, Parkinson. E, o que é ainda pior: NUNCA os filhos, sobrinhos, netos dessas senhoras vão lá visitá-las. Quando meu maestro chegou lá, uma senhora segurou as mãos deles e disse: "Filho, eu sabia que você iria chegar...". Ele não havia entendido, até que umas das funcionárias explicou: quando qualquer homem jovem chega lá, qualquer um mesmo, mesmo que seja para fazer uma simples entrega, ela acha que é o filho dela que a deixou lá. Isso foi chocante. Portanto, fui lá com toda a minha vontade.


Chegando lá, senti um ar triste. Muitas senhoras olhavam incrédulas para nós. Entendi perfeitamente. Quando finalmente chegamos no local aonde estavam todas as senhoras, meu maestro iniciou a apresentação, antes com uma conversa. Ele tocou 4 músicas com seu acordeão. Logo mais, chamou sua amiga cantora, tocou mais duas músicas com seu acordeão (e ambos cantaram) e mais uma com sua viola caipira. As senhoras estavam muito felizes, aí a orquestra entra em cena. Toquei da melhor maneira possível. Tocamos 4 músicas, 2 tristes e 2 alegres. Após isso, elas nos aplaudiram, me senti extremamente feliz; havia uma senhora que ficou - sério! - aplaudindo por mais de um minuto. E quando tivemos de ir, havia uma senhora que chegou para nós e disse que ficou muito contente com a apresentação; fora que, na saída, uma senhora sentada disse a mim:


- Muito obrigada, querido. Vocês que fizeram nossa felicidade aqui, depois de tanto tempo.


Emocionei-me. De fato... foi a apresentação mais importante que eu tive. Se não foi, então... não, foi sim. Quando eu contatei alguns amigos, dizendo que eu ia apresentar em uma casa de repouso, muitos me disseram "que chato!". ALMA PEQUENA, PENSAMENTO PEQUENO.

Me disseram certa vez que altruísmo não existe. Que não existe essa de fazer algo bom sem querer nada em troca. Bem... acho que esses que me disseram isso são aqueles cimacitados "pequenos".


Tchau.


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PS: Parabéns para mim.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Casamento

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Olá.


Depois de muito tempo, resolvi pegar um livro na biblioteca da minha escola (infelizmente, não terei muito mais tempo para pegar outro... só um mês, até acabarem definitivamente minhas aulas). O livro que peguei foi "Romeu e Julieta". Apesar de ser mais manjado que episódio de Chaves, eu acho muito bonita a história, e mesmo trágica, mostra o verdadeiro amor. Infelizmente, isso atualmente é algo utópico.


Uma coisa que eu sempre quis fazer é me casar. Sempre quis ser um cara bem sucedido, me casar, criar minha família, ter um(a) filho(a), dar uma vida boa a ele e a minha esposa, essas coisas de filmes, sabe? Mas, cada dia mais venho me desapontando com a situação do mundo. É dificílimo criar um filho nos dias de hoje. E também venho me decepcionando demais com as meninas de hoje em dia. Poucas são as que se dão ao valor, é difícil encontrar, mas tenho a sorte de conhecer garotas assim (mas isso não quer dizer que não seja o mesmo com os homens; é mais difícil ainda encontrar caras desse nível). Quando pensamos encontrar nossa alma-gêmea, sempre queremos nos casar, ter filhos, etc. E nem sempre é o certo a se fazer. Teve um dia que eu tava voltando da casa de um amigo meu, e era a mãe dele que tava me levando pra casa, de carro. Eis que começa um assunto: casamento. Ela quase que me desilude da ideia. Ela disse coisas que, apesar de serem tristes, é a realidade:


- Olha, Afonso, eu gosto da ideia de casamento por causa de ter filhos, tal. Mas, depois que você pensa achar sua cara-metade e se casa, começam brigas e brigas. Briga por causa de tudo, briga por causa das coisas mais idiotas possíveis. Mas o pior é quando o dinheiro entra na história e o casal passa a brigar por causa disso. O amor desaparece, o amor não é mais o mesmo de quando o casal namorava e curtiam as coisas, por exemplo, um sentia saudade do outro num simples momento do outro não estar por perto. Isso era uma coisa bonita. 


Eu ratifico o que ela diz porque meu pais são divorciados há 9 anos e lembro mais ou menos de como eram as coisas. Um não suportava mais o outro. Apesar de eu ser novo na época, eu sentia a tensão entre ambos. Por isso que quando eles decidiram se divorciar, eu aceitei numa boa.


Muitas pessoas se casam pelo impulso. Pelo amor do momento. Muitos acabam não pensando no amanhã e acabam cometendo coisas com essa. O casamento é algo sério. Mas quando eu falo de casamento, não tô falando do casamento no papel, em que se assina que está morando com o outro. Quero falar do casamento "unidos para sempre, até que a morte os separe". Isso é realmente sério. Claro que já fui idiota o suficiente de pensar em pedir minhas ex para morarem comigo, quem já não pensou em fazer? No mais, agora existe a sensatez.


De qualquer maneira, mesmo com todas as coisas ruins que acontecem nesse mundo e com o número de pessoas que não prestam, que se fazem de boas e depois mostram as verdadeiras caras, eu ainda acredito que o amor que existe no Romeu e Julieta pode acontecer aqui (sem tragédia, por favor). O jeito é esperar, tudo ao seu tempo.


Tchau.


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domingo, 7 de novembro de 2010

Je t'aime

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Olá.


Fazer essa pergunta é algo clichê, mas, independente disso: você percebeu como o "eu te amo" não tem mais valor? Que qualquer um recebe isso por qualquer motivo, às vezes sem a mínima intimidade com o interlocutor, e que muitos usam essa frase como um "bom dia"? Eu sei que isso é extremamente falado em comunidades do orkut, mas sinto que devo expôr a minha opinião à respeito.


Em minha opinião, esta frase deveria ser dita a alguém que você confia e tem um bom grau de intimidade. Não somente os seus melhores amigos de todo o sempre, claro, mas aqueles que você tem estima grande. E pode ser no momento que você achar que for o melhor, mas dizer toda hora vai acabar banalizando o seu sentimento para o outro.


Minha professora de português estava me dizendo que o marido dela é péssimo para dizer coisas assim para ela, em compensação, ela o dizia o tempo todo. Um dia, ela passou por uma péssima situação (assalto na casa, refém... nem especificarei). Ela disse que estava muito mal, não conseguia dormir direito, quando uma hora que ela estava muito mal, chegou o marido dela, a abraçou e a consolou, dizendo: "Calma, meu amor... eu te amo e estou aqui, não se preocupe". Ela disse que essa frase exerceu um impacto muito grande sobre ela, e isso a deixou muito melhor, consolando.


Eu acho isso uma coisa muito fofa, muito bonitinha. Eu não sei se eu seria capaz de omitir os meus sentimentos para falar apenas nas horas certas. Mas uma coisa que eu aprecio muito, também, é dizer "eu te amo" naqueles momentos que você tem certeza que é para ser dito e que cai muito bem na hora. Como quando você consola seus amigos, e você mostra a eles que eles podem claramente confiar em ti, quando você está naquele momento "love" - assim que eu chamo aqueles momentos em que você e sua pessoa amada (não necessariamente namorados ou correspondidos) conversam, estão felizes entre si -, e vocês acabam se amando apenas pelo fato do outro estar ali, conversando contigo (nesse caso, palavras são desnecessárias, e a frase cimacitada serve apenas para firmar a crença).


Falei nas comunidades do orkut lá em cima, e aqui achei uma bem bonitinha e que tem algo a ver com essa postagem.


http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=105999560


Não se deve dizer "eu te amo" para quem você realmente não sente. Você pode iludir o receptor e acabar desgastando sua palavra. Eu amo poucas pessoas, mesmo assim, isso não quer dizer que não vá existir mais pessoas que entrarão em minha vida. E ainda, tem pessoas que eu amo e elas nem sabem... por vergonha minha. Triste.


De qualquer forma, finalizando, não acredite quando seus ídolos disserem lá na frente que amam vocês, hahah. Eles gostam bastante de vocês, afinal, graças a pessoas como vocês que eles estão lá na frente; mas, amor? Duvido altamente.


Tchau.


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domingo, 31 de outubro de 2010

Fanatismo

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Olá.


Existe gosto para qualquer coisa. Sim, qualquer coisa, e muitas delas são bizarras. Mas, tudo bem, cada um, cada qual. Muitas vezes, gostamos tanto de uma coisa que nos dá na cabeça que somente você deve gostar daquilo no mundo todo. Geralmente quem pensa assim é um fanático. Mas, o que é um fanático? (eu até faria um joguinho de palavras idiota aqui, mas deixa quieto) Um fanático é um cara que não é somente fã; um fanático, nas palavras de outros fanáticos, é um "fã doente". 


As pessoas são fanáticas por outras pessoas, sejam atores, cantores, etc. E, o pior, muitas vezes esse indivíduo não fez ou disse algo de importante. Somente o fato deles fazerem o que normalmente fazem já basta para o fanático, isso sem contar que em algumas vezes o simples fato deles existirem já é o suficiente para "amá-los". 


Quando as pessoas são fanáticas, quase sempre elas poem sobre a própria felicidade a felicidade do indivíduo que eles gostam. Elas sabem que a pessoa nunca vai dar a mínima, mas continuam agindo dessa maneira. Irracioanalidade? Talvez. Geralmente, garotas são as que fazem isso, mas juro que já vi caras que faziam isso. E não, eles não eram gays, justamente pelo contrário, se faziam muito de "machão". 


Creio que as pessoas só podem ser fanáticas por personalidades, mesmo. Se fossem fanáticas por fazer alguma coisa, seja drogar-se, beber coca-cola, dormir, enfim, seria vício, dito cujo já o citei em uma outra postagem. Elas possuem uma coligação: os fanáticos NÃO QUEREM viver sem as pessoas antemencionadas devido os seus sentimentos por elas, e os viciados NÃO CONSEGUEM viver sem as coisas antemencionadas devido a adaptação do corpo a tais coisas, fazendo com que você fique com a mania de fazê-lo.


Mas, o método de cura de ambos é basicamente o mesmo: há de mostrar outros caminhos, mostrar que pode-se viver SIM sem as coisas acima citadas, basta apenas um esforço. O problema é que o vício é algo inquestionavelmente mais sério, mesmo fazendo isso que eu disse, elas ainda precisam de apoio familiar e apoio de amigos; as pessoas fanáticas aprendem com o tempo, quando finalmente as cansam, talvez.


Tchau.


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sei lá... a vida tem sempre razão

"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá

A vida tem sempre razão"


Vinícius de Moraes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobrenatural

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Olá.


Certa vez ouvi uma frase, não lembro de quem, se é de algum autor ilustre ou não, mas era algo mais ou menos assim: "o sobrenatural existe somente para quem acredita". Eu concordo friamente com esta frase, e a uso para testemunhar meu ceticismo com relação as coisas paranormais. Excetuando a Deus, em que tenho meus motivos para acreditar, eu não consigo crer em algo que seja além do normal. Espíritos, assombrações, ectoplasmas, "poderes", demônios e anjos (falando na personificação em algo místico), profecias, premonições, enfim, para mim isso tudo não passa de algo com uma lógica fraca.


Entretanto, existem pessoas que acreditam. Essas são as que usualmente passam por situações que consideram sobrenaturais. Por exemplo, eu nunca acreditei em assombrações, mas meu amigo acredita. Segundo ele, a antiga casa dele era frequentemente assombrada. Um dia ele estava escutando uma música chamada Iron Maiden de uma banda homônima, de olhos fechados, quase dormindo, quando um vaso veio voando nele. Bem na hora desse trecho:


Oh, well, wherever, (Bem, em qualquer lugar,)
Wherever you are, (Onde quer que você esteja,)
Iron Maiden's gonna get you, (A donzela de ferro vai te pegar,)
No matter how far. (Não importa quão longe)
See the blood flow watching it shed (Veja o sangue jorrar vendo ele se espalhar)
Up above my head. (Sobre minha cabeça.)
Iron Maiden wants you for dead. (A donzela de ferro quer você morto.)


(Para quem não sabe, donzela/dama de ferro é uma método de tortura de muitos séculos atrás)


Eu acredito nele. Não só porque ele é meu amigo, mas porque eu acredito que graças às coisas paranormais, muitas coisas surgiram. Acreditam que uma língua surgiu disso?


Explicá-lo-ei. Há 500 anos atrás, existiu um matemático, filólogo, astrônomo e alquimista chamado John Dee. Certa vez ele sonhou que anjos revelaram a existência de uma língua que teoricamente foi falada por Deus na criação do mundo, e também foi usada por Adão e Eva no Éden até serem expulsos. Com a expulsão, Adão e Eva perderam a linguagem e desenvolveram um "hebraico antigo", cuja gramática lembrava vagamente tal língua divina. Dee acreditou que poderia ressucitar tal língua, então procurou espiritualistas e pessoas paranormais, em vão, até achar Edward Kelley, que era vidente, e estabeleceu certo contato com os anjos. O nome da língua foi estabelecido como Enoquiano devido ao patriarca Enoch, que foi o último a ter conhecimento da língua antes de Dee e Kelley. De qualquer forma, eles procuraram ao máximo transcrever essa língua para conseguirem se comunicar com os anjos e, assim, atingirem seu objetivo: adquirirem a Pedra Filosofal (uma pedra que faz com que não haja a Lei da Conservação de Massa, faz com que chumbo se torne ouro e faz com que pessoas vivam indefinidamente, isso foi uma ideia hipotética tangida como lenda). Dee morreu antes que conseguisse atingir seu objetivo, mas acredita-se que Kelley conseguiu, e por não entregar o segredo da pedra ao Rei, ele foi morto e o Rei enloqueceu em busca da pedra. 


Por incrível que pareça, isso não é lenda. Isso é história. Apesar de tudo, o enoquiano só é usado por "bruxos", que a consideram útil para desvender muitas coisas. 


Eu acredito que tudo isso possa ter ocorrido. Mas, em muitas coisas ainda desacredito. Como nunca as vi, permaneço com minha tese de que são ideias fracas.


Espero que tenham se divertido com a aulinha de história, haha.


Tchau.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Razão

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Olá.


Hoje a postagem vai ser pequena. Vou tratar de um assunto que eu ando pensando por bastante tempo. Quando falo em bastante tempo, quero dizer "mais de um mês". E o pior: só resolvi falar agora dele. Gênio.


Minha professora de inglês me perguntou um dia: "Afonso, você é um rapaz que age com a razão ou com a emoção?". Pensei bastante, mas, a resposta foi até fácil: com a razão. Eu sempre penso bastante antes de tomar uma decisão. Mas, ela me perguntou: "Hm, até numa em uma situação de risco que poderia envolver pessoas que você ama,  como, por exemplo, sua mãe?". Nessa, eu pensei mais ainda, e por fim, disse a ela a verdade: "Continuaria a agir com a razão. Mesmo me matando por dentro, se eu começar a agir com a emoção, eu posso talvez tomar decisões erradas para certas coisas que podem ser cruciais". Não que seja 100% de chance de que todas as decisões que você tome sendo emocional vá falhar... eu simplesmente não quero arriscar.


Mas... e se isso for um problema? Vejamos. Eu sempre ouvi que "é necessário parar de pensar, e começar a sentir" (inclusive, essa frase está em uma música do Capital Inicial). O problema, é que se eu começar a seguir meus instintos e parar de racionalizar, eu não sei o que eu eu posso acabar fazendo. Magoar alguém? Isso é só uma das coisas ruins que podem ocorrer. A única coisa boa que consigo ver ao começar a sentir ao invés de pensar, é em um namoro/casamento, em que se pensarmos muito, começarão desconfianças, discussões, enfim, siga nessa linha.


Acho que sou muito inatista. Por isso, o fato de nao ter um relacionamento duradouro e de ser um cara extremamente desconfiado.


Tchau.


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domingo, 10 de outubro de 2010

Nerd

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Olá.


Todos conhecem os nerds. Mas, nem sempre é ruim especificar: nerd é um indivíduo que faz muitas coisas intelectuais, seja estudar ou não, que geralmente pessoas de sua idade não fariam. Por exemplo, um cara começa a se tornar fanático por átomos, estuda a tabela periódica de cabo a rabo, e se torna bem fanático por Física e Química. Só que esse indivíduo possui nada mais nada menos do que 13 anos. Logo esse garoto se torna um nerd. Mas isso é apenas um pequeno exemplo, pode ser relativo a qualquer coisa intelectual, e melhor, mais de uma coisa.


Desde sempre eu sou o nerd dos lugares. Talvez porque dentre meus amiguinhos do pré eu fui o primeiro a aprender a ler e a escrever, com 4 ou 5 anos (logo, fui o primeiro a terminar a minha apostila) ou porque na minha pré-adolescência (se é que isso existe...) eu estudava a respeito de idiomas e era o CDF da sala em português - sabia tudo de análise morfológica e sintática, sabia de muitas palavras que as pessoas não sabiam (bem... isso ocorre até hoje, para falar a verdade...). Fora as contas matemáticas monstras que eu queria fazer... mas deixo isso para outro dia, não vou ficar falando de mim o tempo todo aqui. Pelo fato de eu saber como é ser sempre chamado de nerd e de ter tido muitos amigos assim, sei bem como é a vida de um. No primário, normalmente é algo horrível ser rotulado assim. As crianças não brincam com você direito e fazem piadinhas a seu respeito. No ginásio (sim, estou usando expressões 'arcaicas'... para mim, é bem mais fácil de classificar), ser chamado de nerd é apenas para caçoar ('ow, sef*dê aê, nerdão!'), não para te chamar de esperto. As coisas, aparentemente, mudam um pouco quando você entra no colegial. As pessoas começam a dar mais valor para o intelecto das outras. Mas, mesmo assim, o nerd continua sendo aquele antissocial.


Fato é que um nerd de verdade não é necessariamente inteligente; ele apenas se fascina, interessa por coisas ignoradas pela maioria, como animes, séries de Sci-Fi (Science Fiction, ficção científica), RPG, etc. Mas, por ele curtir algo que a maioria nem curte, ele é um antissocial, solitário, atrapalhado, sem jeito com mulheres (com pessoas em geral, na verdade), mas em compensação, são mais gentis, educados. São meio engraçados, afinal, eles se confundem na fala, heh.


Adoro ser chamado de nerd. Chamem-me de nerd sempre que puderem, hahah!


De qualquer forma, enquanto eu fazia esta postagem, fui me lembrando de um amigo nerd meu que já até pensou em se matar porque ele não conseguia fazer social e era sempre legal com as pessoas e elas meio que o deixavam de segundo plano - coisa normal que acontece com um nerd. Mas este era mais sensível, e não aguentou, e quase se matou. Quando ele me contou isso, eu dei um tapa nele e falei umas boas para ele. Mas ele não tem culpa, ele tem muita vergonha e isso dificilmente pode ser mudado. Então, quanto a isso, peço apenas um favor para quem estiver lendo: nunca deixem um carinha assim de segundo plano. Se ele for realmente louco, pode acontecer como na Universidade de Columbus: dois nerdões se revoltaram com tudo e resolveram matar todo mundo que acreditasse em Deus lá. Estranho... mas existe um motivo. O nerdão principal (creio que seu nome seja Eric) queria ser Deus e mandar em todos... ele acreditava que sua inteligência sobressaia a tudo e todos. Mas, depois de matar muita gente, ele se matou junto com seu amigo nerdão. 


Para ser amigo de um nerd, faça apenas um esforcinho. No começo você vai entender nada, afinal, é fora de sua realidade; mas depois você vai conhecendo, você pode até se interessar por algo que ele diz!


E para finalizar, eu DEVO deixar bem claro que a Wikipédia é o melhor amigo do nerd. Mesmo sendo várias pessoas que fazem aquilo, artigos como "sistema binário", "língua maltesa", "metafísica" ou "Reino da Baviera" com certeza não é editado por qualquer um, tenha certeza.


Piada: existem 10 tipos de pessoas: as que entendem binário e as que não entendem ;D

(Quando você compreender, parabéns, você passou do último teste nerd existente...)


Tchau.


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Trapacear

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Olá.


Gente trapaceira é o que mais existe nesse mundo. Pessoas que querem passar a perna na outra, que roubam suas ideias, que furam filas, que se passam por doentes para se livrarem de coisas a pagar, assaltam as pessoas que deram duro pra conseguir aquilo que elas tinham.... enfim, querem se sentir mais que humanos (afinal, todos somos iguais e todos devem cumprir aquilo que lhe foi dado). Todos odeiam pessoas que atuam dessa maneira. Mas, particularmente, não tenho raiva. Vou explicar... já dizia frase da ilustre Indira Gandhi: "Há dois tipos de pessoas: aquelas que trabalham e aquelas que levam o crédito. Tente ficar no primeiro grupo; há menos competição lá". Mas, se você vai fazer o trabalho para depois chegar alguém para levar o crédito pelo o que você fez, por que continuar?


Vocês acreditam na lei do retorno? Aquela em que se você fizer alguma coisa para alguém, isso voltará para você, seja bom ou ruim. Eu acredito nisso, com certeza, mesmo porque, hoje me deram um exemplo. Minha irmã Angel estava brigando com minha outra irmã, a Lana, e num acesso de raiva, deu uma porrada na boca da coitada. Deu um rolo danado. Mais tarde, a Lana estava tranquilamente andando pela casa, quando sem querer deu um 'encontrão' na Angel e acertou a boca dela. Inchou pra caramba, sem contar o sangue. O que ela fez de ruim voltou para ela, certo? O mesmo pode acontecer com coisas boas. Por exemplo, quando eu emprestei um dinheiro pra minha amiga, sem nem pensar em ter de volta mesmo, e quando eu me dei conta eu recebi o que eu emprestei pra ela, e ganhei mais um pouco do meu pai (quase nunca isso acontece) e acabei com bastante dinheiro no final do dia. Com qualquer coisa isso pode ocorrer.


Neste caso, eu insisto em dizer a respeito de meu querido maestro. O fato é que o que ele gostaria de formar não são apenas músicas... o que ele gostaria de fazer mesmo é criar pessoas com mais cultura e com formação humana melhor. Bons humanos. E digo uma coisa: ele faz isso sem ganhar um tostão, gastando um tempo na qual ele poderia estar descansando para o próxima dia duro dele (ele dá aulas em duas ou três escolas, não estou certo, e faz faculdade de regência). Eu admiro isso que ele faz, e com certeza, ele está recebendo isso de volta, mesmo gradativamente: ele possui alunos incríveis. Maravilhosos. Tenho certeza de que o objetivo dele está se cumprindo.


Eu espero ter chegado no ponto que eu quis passar: que se você fizer as coisas certas do modo normal, isso voltará para você de um modo até bom. Entretanto, se você é do tipo que ganha crédito em cima do que as outras pessoas fazem, isso pode voltar pra ti de um modo ruim. Think about it!


Tchau.


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domingo, 3 de outubro de 2010

Found

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Olá.


Eu 'arreguei'. Achei que eu iria ficar, sei lá, uns meses sem passar por aqui... mas no fim, motivos externos (Amanda) me fizeram voltar aqui... tais motivos me fizeram ter uma motivação para escrever de novo.


Não foi somente a falta de motivação que me fez não passar por aqui: verdade é que eu estava sem tempo algum. Passei mais tempo na casa da minha mãe, onde não possuo um computador. Eu estava estudando como louco para as Olimpíadas de História, mas... em vão. Nenhum grupo da minha escola passou. E eu havia começado a estudar para o Enem. Se bem que... sinto que esse ano ainda não é o que eu vou entrar em alguma faculdade. MAS, pensamento positivo é sempre bom!


Outra coisa: eu estava sem ideias. Não sabia bem sobre o que eu poderia escrever. Mas... tanta coisa ocorreu nesse mês passado que acredito que conseguirei falar sobre mais coisas. Gostaria que meus amigos que antes liam minhas postagens voltassem a ler... ficaria, sem dúvida, muito feliz!


De fato a falta de motivação, ânimo, etc, foi um dos grandes motivos que me fizeram parar. Apesar de ter amigos que leem e que, às vezes, comentam, eu nunca via um certo motivo para permanecer escrevendo. Isso se tornou uma espécie de diário? Talvez. Isso se tornou algo que está expondo minha vida a qualquer um? Talvez. Para isso ele foi destinado? Não necessariamente. Mas... eu gostaria muito que as pessoas que pegam um poquinho do seu tempo para ler meu blog refletisse à respeito. É, eu sei, eu já disse muito isso por aqui. Mas... quinta-feira eu tive uma bela experiência:


Uma linda menina, na qual não irei expô-la com seu nome (Amanda), me mostrou que, além dela se importar com meu blog, ela reflete muito com as coisas que escrevo aqui. Não que os meus outros amigos não façam isso; ela me fez perceber isso da melhor maneira possível. Logo, voltei em boa parte por causa dela e para que eu possa transmitir minha cultura a todos. (Além de tudo, essa infeliz me ameaçou, dizendo que ia parar de escrever no blog dela, que adoro ler... mas, esqueçam isso, não foi por causa disso, juro! hahah). O ânimo que ela me passou foi demais, e eu percebi que foi uma besteira ter parado realmente de escrever.


Enfim... essa foi apenas a postagem de volta. Aguardem novas postagens! 


Tchau.


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PS: Rápida curiosidade... fez exatamente um mês que não escrevi no blog. Voltei a escrever justo hoje, que é aniversário do meu irmão. Coincidência? Possivelmente.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Forsaken

Abandonei o blog. Deixarei minhas postagens como entretenimento para alguns (ou não), quem sabe um dia distante eu volte a postar, mas por ora eu o deixarei de lado. Se alguém tiver alguma objeção, fale comigo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sonhos

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Olá.


Sonhos são a melhor forma de expressar todos os nossos desejos de uma maneira só. Não apenas os sonhos que temos enquanto dormimos, mas também os objetivos que temos em nossas vidas, que, no momento, está tão distante de nós que chamamos de sonho. E, geralmente, batalhamos para que nosso sonho se cumpra, nem que essa batalha seja apenas esperar para acontecer. Qualquer coisa, nesse quisito, pode ser considerado uma batalha.


Eu tenho muitos sonhos. Alguns deles nem parecem ser tão irrealizáveis assim, outros parecem ser literalmente impossíveis, de tão complexos. Mas, fato é que nenhum sonho é irrealizável, qualquer coisa, por mais complexo e entralaçado que seja, continua sendo realizável, mesmo que você tenha que batalhar feito um condenado por ele (que, lembrando, tal batalha pode ser tão banal a ponto de você, às vezes, apenas tem de esperar).


Partilharei alguns deles:


- Comprar uma casa para minha mãe. Ela tem muitos filhos e pouca cooperação, se ela tiver uma casa vai ajudar MUITO. (mãe, se você tiver lendo... eu te amo ;*)


- Ser o melhor baixista existente. Mas, não para me exibir; mas porque eu quero me aperfeiçoar e servir de exemplo para alguém algum dia, que alguém chegue e diga 'nossa, quero ser tão bom quanto ele'.


- Fazer um álbum de heavy metal com a Demi Lovato (parece gay, mas ela é uma garota muito bonita e, o melhor, é mais metalhead que muito 'troll' por aí!).


- Ser feliz. Somente isso.


Eu ía tentar fazer um texto à respeito de sonhos. Mas, ao ver uma comunidade do orkut, vi um texto muito bonito, que não se sei é famoso/old ou não, mas na melhor das hipóteses, toma aqui.


" Sonhos,


Não podem ser quebrados assim tão facilmente. Todos riem de mim, todos dizem ser impossível, todos dizem para eu parar de sonhar. Eu não me importo com o que dizem, eu rio juntamente com as pessoas que riem de mim. Se é o meu sonho, eu vou lutar para obtê-lo, de qualquer forma, e vou sorrir para sempre mesmo que eu não consiga realizá-lo. E mesmo que o mundo ria de mim, eu não irei abandonar meu sonho. Pois irei conseguir juntando todo o meu suor e esforço, e irei sorrir do fundo do meu coração, com a maior alegria do mundo."


Isso se encaixa perfeitamente com as coisas que andam ocorrendo com a minha vida. Com a sua também? 


Link da comuna: http://www.orkut.com/Main#Community?rl=cpp&cmm=100362239


Sweet dreams.


Tchau.


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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diferença

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Olá.

"Vocês riem de mim por ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais", já dizia a frase do Bob Marley.

Quase todas as pessoas nesse mundo seguem o padrão e acabam sendo todas iguais. Possuem os mesmos estilos, cursam os mesmos cursos na faculdade, fazem as mesmas coisas, cometem os mesmos erros, e por aí vai. Não que viver dessa maneira seja ruim: você acaba tendo uma vida produtiva e até agradável. Mesmo dessa maneira, você acaba descobrindo coisas novas e você pode criar coisas interessantes. Mas, o melhor de tudo nessa vida é inovar: então, surgem as pessoas que fazem a diferença.

Você já ouviu falar em hippies, punks, naturistas, feministas, rastafari? Esses mudaram o próprio estilo de vida, fizeram protestos, e o melhor de tudo, são felizes. O ideal desses estilos, muitas vezes, eram contra as guerras e a 'sociedade-robô' e lutas a favor de direitos. Tudo para alcançar a 'sociedade utópica', perfeita, teoricamente. E andaram fazendo um bom trabalho, devo admitir. Apesar de não terem alcançado tal sociedade, muitas coisas de hoje em dia existem por causa dos citados acima.

Isso é uma das coisas boas em ser alguém diferente: independente se as pessoas ao seu redor o criticam por inteiro, o condenam por viver da maneira que você vive, o seu ideal é muito mais nobre e importante do qualquer crítica. E mesmo que você seja diferente sem ter algum objetivo, se você é diferente apenas por ser, é algo bom, pois você mais uma vez não está seguindo o padrão.

Tenso é quando tal diferença chega a tal ponto que chega a ser bizarro. Por exemplo, eu não vejo mal algum em fazer tatuagem (muitas vezes, até pensei em fazer uma). Mas, tem pessoas que tatuam o corpo inteiro. Inteiro mesmo. Rosto, pálpebra, branco dos olhos (juro!), partes baixas, lado de dentro do lábio. Eu não entendo o porquê disso! Claro, ser diferente é interessante, mas isso... é bizarro. Mas, be yourself. Não ligue para a opinião geral.

Outras coisas bizarras: piercings em lugares completamente sem noção, cortar a pele em forma de desenho ou palavras para cicatrizar e formar uma espécie de tatuagem. Mas, nada contra a quem o faz.

Enfim... faça a diferença. Você ficará mais conhecido sendo diferente do que sendo um igual. Mas não o faça por fama, na verdade. Faça-o por você mesmo. É melhor para o ego.

Tchau.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inveja

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Olá.

Quanto tempo! Creio que uns 13 dias. Eu tinha até esquecido que tinha um blog, afinal, com o campeonato de esportes da minha escola, cursos, casa da mãe, fica até difícil postar. E, antes de eu entrar no assunto principal, irei mantê-los atualizados acerca da minha vida nem tão significante assim para vocês: está tendo uma Olimpíada de História entre escolas, não sei bem... mas eu estou fazendo parte! Sim, sim, então é um motivo para eu frequentar mais aqui a casa do meu pai, logo usarei mais o pc, e farei mais postagens. Desculpem-me pela demora!

Inveja é desgosto pelo bem alheio. É um dos 7 pecados capitais e tenho certeza que muita gente não gosta de sentir e menos ainda de ser invejado. Mas não estou falando da inveja boa, que é caracterizada pela idolização de um indivíduo; nesse é caso, o ídolo normalmente é do mesmo sexo que você. Por exemplo, um cara que eu idolizo é o Albert Einstein (o que me deixa chateado lembrar que meu irmão se chama assim, hahah), eu o invejo e tenho muita vontade de ser tão inteligente quanto ele. Mas, não é algo doentio, que eu queria fazer mal a ele (mesmo porquê, ele está morto...).

Conhecido como 'olho-gordo' ou 'recalque' (coisa de funkeiro/a), a inveja 'má' é querer ser tão bom ou ter tantas coisas quanto o próximo tem/pode ter. E tem gente que apela: tem pessoas que invejam a pessoa para que ela não tenha nada ('se eu não posso ter/ser, você também não!'). Por exemplo, aquela menina magrela, dentuça e feia (na verdade, beleza é relativa, mas isso será discutido em outro tópico...) tem uma inveja mortal da bela e formosa menina que todos os meninos (e algumas meninas) gostam, e ela tem vontade de desfigurar a cidadã na unha ou com ácido sulfúrico, mas ela sempre fica na dela. Nesse caso, é triste mas ainda não é péssimo. Péssimo é quando você tem inveja a ponto de querer fazer mal a alguém; aí você percebe na essência da pessoa que ela é completamente egocêntrica e imatura.

Todos sentem inveja, isso é fato. Eu não nego que eu sinto inveja de muitos caras que são mais 'maduros' e inteligentes do que eu. Eu tinha uma certa quedinha por uma menina da minha sala, e eu invejava todos os caras que ela gostava, um em especial (bem naquele jeito: o que eles tem que eu não tenho!?), mas eu não tinha vontade de matá-los: pelo contrário, queria que eles tivessem muita saúde, para que ela fique sempre feliz. De qualquer forma.... águas passadas.

A verdade é que todos devemos ser felizes com o que temos, afinal, almeijar o bem do próximo com certeza não vai te deixar mais rico ou mais bonito. Afinal, são com suas coisas e seu jeito que você vai viver, não tente estragar seus sentimentos ou os do próximo. Ame-se mais que qualquer coisa.

Tchau.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Formação

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Olá.

Depois de uma semana, refleti muito mais do que normalmente. Eu fiz o blog pensando em duas coisas: entretê-los e expor minhas ideias. Mas, não é sempre que tenho ideias (e tempo) para escrever aqui no blog, então fica difícil de concluir minha meta. Há poucas atualizações e, o pior, poucos incentivos. Mas tudo bem, no começo também era sem incentivo, acho que desta vez posso me virar de novo.

Bom, para muitos, finalmente chegou a bendita hora. Essa mesmo: escolher carreira. Desde sempre, eu fui adiando, sempre fui deixando para o terceiro ano. Chegando no terceiro, eu adiei para a metade do ano. Bom... estou na metade do ano. E tenho que decidir agora mesmo o que eu quero. Há umas postagens atrás, eu disse que faria Medicina para ser psiquiatra. Mas, de acordo com muitos fatores, fui pensando melhor, e tenho certeza de uma coisa: Medicina não é o curso para mim, porque eu teria que batalhar mais do que necessário para uma coisa que eu nem sei se me fará tão feliz assim! Eu teria que trabalhar para bancar livros e material, afinal, meus pais não teriam condições de sustentar as respectivas famílias e pagar minhas coisas.

De qualquer forma, não é somente eu que tenho de pensar. Vocês, que teoricamente já tem o curso que querem em mente, tem que ver se é realmente isso que vocês querem. Afinal, parar uma curso superior é horrível...

E quanto a questão 'o curso que você gosta versus o curso que que dá dinheiro' ? É uma questão realmente difícil de lidar. As pessoas que fazem o curso que gostam dizem que se tivessem feito o que dá dinheiro teriam se saído melhor, mas em compensação, amam o que fazem e são mais felizes. E as pessoas que fazem o curso que dá dinheiro se saem bem, mas depois são infelizes por não terem feito o que gostavam (afinal, você pode ter dois cursos no currículo, mas apenas um poderá ser exercido; e no caso, muitas pessoas optam pelos cursos que dão dinheiro). Eu não sei bem, mas veja: se você faz o que você gosta, você ama o que faz, logo você é o melhor; se você é o melhor, você faz um trabalho notável e muitos procuram pelo o seu serviço; se muitos procuram pelo seu serviço, dentre essas pessoas pode haver uma pessoa importante com um contrato satisfatório, então você até pode ganhar bastante dinheiro com o que você faz. Por exemplo, música: eu sou músico e escuto de muita gente que 'músico é vagabundo, música devia ser apenas um hobby' , etc. Mas, esses 'vagabundos' podem ser, na verdade, pessoas super esforçadas, e podem seguir dois caminhos:

- Se forem músicos clássicos, eles podem tentar entrar em uma orquestra. Se ele for realmente bom, ele pode tentar entrar numa orquestra importante como a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Sabe qual o salário de um músico da Osesp? De 10 a 40 mil reais por mês. Vagabundos? Pessoas que não querem nada com nada? Cabe a você responder. Maestro ganha ainda mais: na Osesp, o salário de um maestro é de 100 a 120 mil. Mas o cara tem de ser fera mesmo;

- Se você for de uma banda de rock, pop, metal, entre outros.... tente fazer um som legal e agradável, e mostrar para as produtoras certas. Faça shows em vários lugares, que alguém importante vai cobrir seus gastos. E você pode ganhar muito nos próximos shows;

Pois é... música é a junção do útil ao agradável. Pode ser que eu tente fazer música também... por que não?

Mas não é apenas música que isso se aplica. Línguas, Artes Cênicas (que ouço de muita gente que isso não dá dinheiro algum), Artes Plásticas, e qualquer outro trabalho que dizem não dar dinheiro. A questão é: ir aos lugares certos, fazer os negócios certos. Cabe a você se esforçar para ser o 'the best' na área em que você queira entrar.

Tchau.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Bandas e músicas que eu gosto

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Olá.

Essa postagem vai ser para vocês saberem mais ou menos o que eu gosto na música. E, ao contrário do que muitos pensam, eu não escuto somente pauleira, eu gosto de músicas calmas!

Comecemos:

- Eu gosto de ouvir Jimi Hendrix. É meio antigo, meio chatão mesmo, mas eu acho bem interessante! Não só porque ele é o melhor guitarrista de todos os tempos (de acordo com a revista Rolling Stone), mas porque ele era uma das poucas pessoas que tocavam 'com a alma e o sentimento', ele tocava a música pela música, não é por dinheiro, mulheres. Mas, para ele fazer as músicas interessantes dele, ele precisava 'viajar', e com o uso excessivo de drogas... ele se foi. Faz mais ou menos 40 anos que ele morreu! R.I.P., Jimi Hendrix.

Músicas que eu mais gosto: Little Wing (linda demais...), Hey Joe, All Along The Watchtower e Purple Haze.


- Uma das únicas bandas que eu ouço desde criança e ainda gosto é o Red Hot Chili Peppers. Ela representou e representa muita coisa da minha vida, inclusive o baixista Flea é minha inspiração. Mas apesar de eu gostar pra caramba, eu detesto as músicas antigas, eles eram bem malucos e drogados e só faziam besteira, sem contar que a música deles naquele tempo era horrível. Eu gosto mais dos últimos tres álbuns.

Músicas que eu mais gosto: Under The Bridge, Tell Me Baby, Scar Tissue, Snow e Can't Stop.


- Só para falar que eu curto música nacional, eu gosto de Charlie Brown Jr. Não sou exatamente um fã, mas eu gosto de escutar algumas vezes. É outra banda que desde pequeno escuto e gosto ainda.

Músicas que eu mais gosto: Pontes Indestrutíveis, Tâmo Aí Na Atividade, Zóio de Lula, Lutar Pelo Que É Meu e Ela Vai Voltar.


- Caminhando para o heavy metal, Angra é sem dúvidas uma das que eu mais gosto (isso é perceptível, de acordo com uma das minhas últimas postagens, haha). Eu não preciso dizer de novo aqui o motivo pelo qual eu gosto.

Músicas que eu mais gosto: Carry On, Rebirth, The Temple Of Hate, Nothing To Say, Arising Thunder e Nova Era.


- Metallica também é bom. Não sou um louco viciado como vários amigos meus, mas eu até que gosto (mesmo porquê, eu escutei MUITO, já me encheu a paciência... mas eu ainda gosto!). Eles são bem harmônicos, bem divertidos, as músicas antigas dele mostram como é o verdadeiro thrash metal (talvez numa postagem futura eu explique todos os gêneros do metal). Agora, o que eu não aguento mais ouvir é um monte de gente dizendo para mim coisas como "nossa, o Metallica antigo era melhor, tá uma droga agora". Eu não acho que tenha ficado uma droga, só que não lembra mais o antigo Metallica, que era thrash. Mas, permanece bom.

Músicas que eu mais gosto: The Day That Never Comes, Enter Sandman, Master Of Puppets, Nothing Else Matters e One.


- Outra banda de power metal que eu gosto é Dragonforce. Os membros da banda são muito virtuosos e rápidos, principalmente o guitarrista chinês Herman Li, enquanto o guitarrista Sam Totman possui feeling. O problema deles é que eles tem muitas músicas parecidas.

Músicas que eu mais gosto: Through The Fire And Flames, Evening Star, Cry For Eternity, Operation Ground And Pound e Black Fire


- Se eu não me engano, Iron Maiden foi a primeira banda de heavy metal/hard rock que eu ouvi na minha vida. É bem legal, interessante de se ouvir e também de se tocar. O único problema é o mesmo acima: músicas parecidas. Eu ainda gosto bastante, fora que o Steve Harris (baixista) também é uma das minhas inspirações.

Músicas que eu mais gosto: The Number Of The Beast, The Trooper, Fear Of The Dark, Blood Brothers e Dance Of Death.


- Uma banda 'pauleira' que eu gosto é All That Remains. Essa é realmente pesada: bateria muito rápida, gritos, guitarras muito distorcida, é muito divertido. Eu não gosto muito do guitarrista solo, Oli Herbert, mas o resto da banda é bem legal, sem contar que são ótimos instrumentistas. Eu sonho um dia em fazer cover dessa banda.

Músicas que eu mais gosto: This Calling, Whispers (I Hear You) (como vocês já sabem, foi dessa música que surgiu o nome do blog), Two Weeks e Six.


- Ah, mas como eu pude deixar Avenged Sevenfold por último!? Bem... eu não tenho palavras para dizer o quanto gosto de Avenged. Não sou um viciado doente, mas estou quase lá, hahaha. Tô brincando. As músicas são demais, e possuem bastante feeling, como as músicas do Jimi Hendrix. Pena que o baterista se foi... R.I.P., The Rev.

Músicas que eu mais gosto: Nightmare, Beast And The Harlot, Afterlife, Dear God, Gunslinger e Unholy Confessions. (o que não quer dizer que eu só goste dessas; eu gosto mais dessas, mas eu gosto de muitas, iria encher aqui... isso vale para as outras bandas também)


Tem mais coisa, mas essas são as que eu mais gosto dentre todas. Se eu for começar a fazer uma lista de tudo que eu gosto, eu mesmo vou ter preguiça de fazer, haha.

Tchau.

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Preguiça

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Olá.

Eu não sei se ficou muito visível, mas eu sou muito preguiçoso, muito mesmo. Com lições, afazeres, até coisas simples como "levantar da cadeira para poder pegar um suco" eu tenho preguiça. Isso, infelizmente, será assim sempre; eu até tenho força de vontade, quando eu preciso mesmo fazer alguma coisa, eu faço e ainda por cima da melhor maneira que eu consigo. Mas... se não estiver nesses parâmetros, eu acabo não fazendo. E não somente eu, muitas pessoas também são assim.

Mas isso é justificável: a preguiça é determinada como um desânimo pela falta de objetivo. Se não há alguma coisa satisfatória a seu modo que acontece logo após você fazer certa coisa, não vale a pena fazer agora. E você nem precisa pensar para processar tudo isso que eu disse, isso somente acontece. Exemplo: eu estou sentado, usando o computador, fazendo poucas coisas. Subitamente me dá uma vontade de beber alguma coisa, como um suco, refrigerante, enfim. Mas, o esforço que eu farei para levantar, ir até a cozinha (que é logo ao lado) e pegar o suco só vai valer se você realmente estiver com necessidade (sede) ou muita vontade de beber. Então, para que levantar para fazer algo que só vai preencher motivo da minha cabeça? (pode pegar qualquer outro exemplo que vai ser a mesma teoria)

Outros confundem a preguiça com a vontade adversa em si. Um exemplo clássico é o da escola. Se você é uma pessoa que só dorme tarde, acordar às 6 da manhã pode não ser muito fácil. De qualquer forma, você acorda, sonolento, e quando te chamam para levantar para ir à escola, você diz "tô com preguiça". Isso não é preguiça, é falta de vontade: você estava tão bem em seu sono, aí chega o despertador (ou alguém que te acorda) e te tira desse descanso, e seu corpo ainda está acostumado ao local onde você dorme, e então, lhe vem a cabeça que ir para escola é ruim porque você vai ficar 340 minutos sentado olhando para a cara do professor, fazendo uma coisa que você não queria estar fazendo, e o único conforto que você tem é 20 minutos botando a conversa em dia com seus amigos (isso se você tiver amigos, se não, nem conforto você tem...). Isso não te dá incentivo algum, mesmo que você pense "isso é bom para mim, meu futuro será muito bom porque graças à escola eu segui bem na minha carreira na faculdade", isso é um futuro remoto, mesmo para quem já está no último ano (como eu, por exemplo). É como querer fazer academia para ficar forte: você, todo musculoso, é um futuro também distante, e futuros distantes só servem como referência para dizer que tal caminho é bom.

Quanto ao que eu digo, eu não confundo preguiça com falta de vontade. Eu só deixo para depois as lições por preguiça, não porque não quero fazer (eu gosto de lições e sou muito 'nerd', não que uma coisa tenha a ver com a outra). O que eu não aguento é ir para a escola, mas eu gosto de aprender, gosto das matérias, se a escola não fosse tão corrida, barulhenta e entediante, quem sabe eu gostasse de ir para a escola, também? Pois o que eu gosto é aprender, gosto de ler, gosto de pensar! Se bem que muitos me consideram estranho (eu entendo o porquê...), muitos me chamam de CDF, nerdão, mas eu não ligo, afinal, o nerd de hoje é o seu chefe de amanhã, não é?

Tchau.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Alimentação

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Olá.

Uma das coisas que todos mais gostam de fazer é comer. Mesmo aqueles que fazem dieta, sofrem para não se render a algo calórico. E sinto-me feliz por ter nascido nessa época, onde a culinária é perfeita. Se bem que as coisas que eu comia antigamente também eram boas: quem lembra do Kidlat? Um bolinho da Parmalat, da turma de animaizinhos, era uma delícia, até que pararam de vender (se eu não me engano, voltaram a vender com a embalagem dos Padrinhos Mágicos).

Eu gosto de comer. Mas se eu não comer moderadamente, eu ficarei obeso. Não que ser gordo seja um problema, esteticamente falando; ser gordo, obeso, só é um problema à partir do momento que isso atrapalha sua saúde (diabetes, colesterol alto, excesso de gordura trans, etc). Claro, eu não me arriscaria a comer somente alface, brócolis ou couve-flor. Mesmo porque, se você não come carne, acaba lhe faltando proteínas necessárias para seu corpo. Mas tem de maneirar, não só com a carne, mas também com o doce; quase ninguém resiste a uma barra de chocolate, por exemplo. Você pode comer, mas esporadicamente.

Começando: Ao contrário do que se diz, a massa não engorda. Quero dizer, como qualquer outro alimento, engorda se comermos em excesso. Mas, o que faz engordar mesmo é o acompanhamento: por exemplo, se vamos comer um sanduíche, o pão em si não engorda, o que engorda é o queijo, hambúrguer, ou qualquer outra coisa que um indivíduo colocaria em um pão. Então, é pura balela quando alguém chegar em você e falar "não coma o miolo desse pão, senão você vai ficar barrigudo(a)!".

Você que está lendo, responda-me: em dia que está aquele calor infernal, você andando na rua voltando para casa, prefere tomar um copão de refrigerante ou de suco? Creio que muitos devem ter dito refrigerante, e isso não é bom. Eu prefiro chegar em casa e tomar um suco de laranja do que uma Coca-Cola, ou Fanta, tanto faz. Mas o suco não pode ser aquele de pacotinho, que vem com um monte de conservantes e que parece mais água com açúcar; tem de ser suco natural, esse é, além de delicioso, saudável. Se eu fosse você que escolheu refrigerante, tomaria mais suco.

Outra coisa: sim, eu sei que é chato, mas além de tudo, você precisa fazer exercícios. Não adianta você ficar obeso e tomar remédio para emagrecer que não vai adiantar muita coisa (você até emagrece, mas terá ataques nervosos que te farão comer mais, e acaba se tornando um ciclo vicioso). É tudo uma questão de paciência.

Finalizando: não que seja ruim ser gordo. Inclusive, tem muitas mulheres gordinhas que ficam bem melhores que aquelas mulheres magérrimas que pensam que tão abalando. Mas, isso pode ser ruim a sua saúde, e para reverter depois, acaba sendo algo maçante que te dá preguiça, e você acaba se rendendo. Como diz o ditado... melhor prevenir do que remediar.

Tchau.

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domingo, 18 de julho de 2010

Angra

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Olá.

Como eu disse na postagem anterior, eu falarei à respeito do Angra.

Para começar, o nome da banda. Não tem nada a ver com a cidade Angra dos Reis; Angra pode ser tanto de origem tupiniquim, de significado "Deusa do fogo", quanto para parecer com angry, que em inglês, significa "bravo, nervoso".

É necessário que se diga que a banda Angra é uma banda de power metal. Uma banda de power metal é uma banda cujo som é representado por baterias muitos rápidas e imponentes, vocais que podem alcançar facilmente notas agudas (mas também existem várias bandas cujos vocais são graves), e duas guitarras, que fazem solos em quase toda a música. O baixo acompanha a velocidade da bateria, e muitas vezes fazem solos. Não raro, também usam teclados, que podem tanto solar harmonicamente com as guitarras, quanto fazer a base (nesse caso, o teclado é quase sempre ajustado para violinos, instrumentos de orquestras em geral). No Angra tem o vocal agudo (Edu Falaschi; muitos fãs de Angra preferem o antigo vocal, André Matos, que além cantar bem, tocava teclado nos shows), duas guitarras (Kiko Loureiro, guitarrista virtuoso, mas muitos o consideram arrogante, e Rafael Bittencourt, que também canta e é ótimo guitarrista), um baixista velocíssimo (Felipe Andreoli, que é homônimo a um humorista do CQC, e é considerado por muitos um dos melhores baixistas), um tecladista orquestral (que sempre é convidado, mas por muito tempo foi Fábio Laguna) e um baterista de grande ranking (Ricardo Confessori, entrou à pouco tempo na banda, mas já foi integrante da banda há uns 10 anos). A maioria das bandas de power metal são alemãs e finlandesas, porém cantam quase sempre em inglês (por motivos de métrica; é mais fácil criar uma letra em inglês pois as sílabas são metricamente colocáveis em prosa). O mesmo ocorre com o Angra.

O que me traz grande interesse no Angra não é somente a virtuosidade (que, diga-se de passagem, é enorme). O interessante é que a banda mescla vários estilos, sempre colocando o power metal como tema principal. Por exemplo: na música Late Redemption, eles tocam com o cantor de MPB Milton Nascimento. Na música The Temple Of Hate, eles misturam o metal com música clássica. Na música Lullaby For Lucifer (eles não são uma banda satânica nem adoram o demônio, é apenas uma música...), eles pegam uma música antiga de ninar (Lullaby) e transformam em algo completamente diferente. Na música Angels Cry, há mudança de tempo e estilo, tanto que na mesma música há 3 partes. E assim segue.


Da esquerda para a direita: Confessori, Andreoli, Falaschi, Bittencourt e Loureiro.










Sexta houve o Anime Friends e, no final do dia, o show do Angra. O show começou às 19, e eu fiquei desde às 15:30 de pé, lá na frente, só pra garantir um lugar na frente para eu ver e ouvir eles tocando. E, puxa... superou todas expectativa de qualquer um que estava presente no momento. A minha emoção foi grande, porque além de ser meu primeiro show, foi uma banda que amo. Quando eles tocaram a música Silence And Distance, um monte de metaleiros que estavam ao meu lado começaram a chorar, tamanha a emoção deles. Eu queria realmente ver esse show, mas eu sei que tem gente que queria ver muito mais do que eu, e que é fã da banda desde que eles lançaram o primeiro disco, sei lá. Só sei que de uma hora para outra, todos ficam amigos no show e compartilham sua felicidade, nem que essa felicidade seja quebrar a coluna vertebral do indivíduo no conhecido 'bate-cabeça'. A única coisa que tenho para reclamar é o local onde eu estava: era barro, e como tinha chovido, era lama para todo o chão, voltei para a casa com as calças, as meias e os tênis todos sujos. Mesmo com os pés doendo, todo sujo de lama, todo dolorido de socos e empurrões, cansado demais, as 3 horas e meia de espera com certeza valeram a pena.

São coisas como essas que nos fazem reconsiderar a "felicidade". A felicidade está nas coisas pequenas: mesmo que pareça idiota você ficar extasiado apenas por ver seu ídolo tocando, são essas coisas que no futuro você vai lembrar e falar "ainda bem que eu fiz isso". Tem que curtir mesmo; no futuro, nós não teremos tanta resistência para sobreviver a um bate-cabeça ou ouvir caixas de som poderosas no máximo. Aproveite enquanto você ainda está inteiro e sua força de vontade pode ser realizada facilmente.

Tchau.

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sábado, 17 de julho de 2010

Animes

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Olá.

Primeiro: o tema que estou abordando, nem todos vão entender e alguns nem gostam. À vocês, que não entendem/não gostam: Paciência. Alguma hora postarei sobre coisas de seu entendimento ou de seu agrado.

Segundo: depois de quase uma semana sem postar, resolvi voltar a escrever aqui no blog. Eu estava sem ideias, e tive umas paradas tensas pra resolver e eu tive que deixar o blog um pouco de lado, mas agora, estou aqui de novo.

Desde pequeno gosto muito de animes, o que eu assistia sempre era Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakushô. Eu adorava ver batalhas, sangue, e uns xingamentos ("seus vermes insolentes"...). Mas, agora mais velho, eu assisto sempre os que estão 'na moda': Bleach, One Piece, Full Metal Alchemist (esse eu terminei de assistir, o antigo) e Katekyo Hitman Reborn (que não está tão 'na moda' assim, mas eu assisto). O roteiro dos animes sempre varia: No One Piece, cada um tem seu objetivo, e só andam juntos por 'conveniência' ; no Bleach, eles estão sempre na boa, mas aparece algum indivíduo que está atrapalhando o curso natural das coisas e eles só tentam resolver; entre outros, não vou ficar colocando aqui todos os roteiros. Mas eu não sei se é o desenho japonês dos animes, se é a história, método de resolução das coisas, enfim. Só sei que, quem gosta, gosta bastante, é realmente viciante.

Mesmo assim, eu não gosto tanto de mangá. Eu não sei como tem pessoas que gostam mais de ler os mangás do que assistir os animes. Não que eu tenha preguiça de ler, pelo contrário, eu amo ler; fora que o mangá mostra coisas que algumas vezes não tem no anime. Mas, não sei, não tem a mesma emoção. Eu, por exemplo, que leio Harry Potter, prefiro assistir do que ler; é bem mais legal ver o Avada Kedavra matando alguém do que ler e imaginar o mesmo.

O que eu acho estranho é o comportamento de muitos otakus. Muitos são frenéticos, são 'loucos' e odeiam que chamem os mangás de 'gibis' e os animes de 'desenhos'. E ainda, amam a cultura japonesa e misturam o vocabulário japonês com o normal. Agora, pensa umas centenas desses aí, com muitas lojas de coisas de anime e comida japonesa. Está feito o maior evento de anime, o Anime Friends. Não sou um otaku, mas eu fui ontem lá, não só apenas pelo evento, mas porque aconteceu um show que eu queria MUITO ir (Angra!). E tirei boa parte das minhas conclusões a respeito, e não aprovo isto. Então, para gostar de anime, tem de falar "baka"e "okama" para ofender e tem de saber comer de hashi? Tem de ficar bravo quando chamam o mangá de gibi? Acho isso muito idiota. Mas... no mesmo dia me provaram o contrário: eu encontrei um cara cabeludo, de bandana, jaqueta de couro, foi ver o show do Angra. Eu falei com ele, e ele me disse: "cara, eu gosto pra caramba de anime, mas nem por isso fico falando em japonês, somente gosto."

Fato é que o anime me arranjou mais amigos, me fez pensar de uma forma diferente, me fez pensar mais. Sim, isso é possível: assista Death Note e você vai saber do que eu estou falando. Se você não gosta de animes... amigo, você não sabe o que perde. Se você não entende, mas quer entender, você tem alguém aqui que pode te ensinar o que necessitar. Certo?

Tchau.

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PS: Show do Angra foi demais. Em uma postagem talvez eu aborde à respeito.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saudades

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Olá.

De acordo com os especialistas linguísticos, a palavra 'saudade' é uma das mais difíceis de se traduzir para outras línguas (os ingleses, mesmo, quando dizem que estão com saudades, só usam 'I miss you'). Poucas são as línguas que possuem essa palavra em seu vocabulário, e mesmo as que tem, não tem o significado exatamente igual ao da língua portuguesa. Se algum dia um estrangeiro te perguntar "o que é 'saudade'?", o que você responderia a ele? (respostas nos comentários =D)

Muito ficariam procrastinando, enrolando, até achar uma resposta que conforte, mas que não é o significado. Eu vou tentar formular uma resposta aqui: "Saudade é uma tristeza de algo que, antes próximo a você, está distante. E esse 'algo' pode ser: pessoa, época, comida, animais em geral, dias, tudo. "

Infelizmente, essa resposta não é geral pois é metafórica, logo também é uma enrolação. Mas, boa parte talvez entenderia e associaria a algum fato de sua vida, por que não?

De acordo com minha aula de história, a saudade é uma lembrança de um passado satisfatório, a presença em um presente não satisfatório e um receio de um futuro incerto. Explicando: seu passado pode não ter sido algo tão bom, mas era uma coisa que satisfazia. Por exemplo, seu cachorro te mordia pra caramba, só dava trabalho, mas isso já te bastava. E agora, você está em um presente insatisfatório, onde você está numa condição diferente da que você estava antes, mas que não te satisfaz como antes. Por exemplo, você pode ter viajado e você não vai ver seu cachorro por um bom tempo. E então, você está receoso por um futuro que não é tão certo, por exemplo, pode ter acontecido mil coisas com o cachorro enquanto você viaja, mas você nem precisa pensar nesses tipos de coisa para sentir. Logo, você sente tristeza pelas coisas que podem não ser mais como antes. A saudade pode ser associada à morte, nesse caso, mas muitos exemplos podem ser feitos nesse caso, e pode ser associada a coisas pequenas. Outro exemplo: você gostava do macarrão da sua avó. Atualmente, você não está comendo mais esse macarrão por que você está na casa de seus pais. E como você não sabe quando você comer esse macarrão de novo, você sente uma leve tristeza de não comer, e exclama:

- Que saudade do macarrão da minha avó! - Olha aí a saudade de novo.

Mas, cá entre nós, você daria essa explicação a um estrangeiro? Por mais que você saiba se expressar em outro idioma, ou ele se expressar no seu, alguma confusão daria nesse meio tempo. Ou não, né. Essa resposta é mais detalhista, logo não é uma procrastinação, então seria mais fácil de explicar. Mas... será que ele entenderia ao certo?

Eu não acho que é uma palavra tão difícil, acho estranho considerarem que é a 7ª palavra mais difícil de se traduzir. Para os curiosos, as 10 palavras mais difíceis de se traduzir:

Para finalizar: essa é mais uma das coisas que só que provam que, mesmo que saibamos falar uma língua, nem tudo pode ser resumido em palavras. A nossa cultura já nos ensina o que é saudade sem que temos de saber em palavras; afinal, saudade não se explica, saudade se sente.

Tchau.

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domingo, 11 de julho de 2010

Versos íntimos

"Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!"

Augusto dos Anjos

sábado, 10 de julho de 2010

Sofrimento

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Olá.

Todos sofrem, e por determinados motivos. Morte, amor, ansiedade, tristeza, muitos são os fatores determinantes. E, infelizmente, minha conduta moralista jamais conseguirá fazer com que vocês não sofram mais, independente de minhas palavras. Mas, eu posso tentar, o que será algo em vão, mas eu ainda guardo um pouco de esperança para que vocês levem algo do que eu falarei.

Primeiramente: não ache que o que você passa é sofrer de verdade, e que não há alguém pior que você. Você acha que sofre? Passe um dia na África, especificamente na Somália ou Etiópia. Eles, sim, sofrem de verdade.

O sofrimento é algo um tanto maleável. Mesmo assim, é de nossa natureza sofrer, afinal, se não há sofrimento, não saberemos o que é o prazer. Então, o melhor remédio para sofrer menos é se acostumando com a dura realidade. Mas, se você se acostuma demais, você acaba acumulando muitas tristezas, e acaba ficando insano. Quando eu digo "insano", não quero dizer das pessoas que sofrem de distúrbio mental, que não raciocinam coisa com coisa. Eu quero dizer aquelas que, por instinto, agem de uma maneira sociopata, e seu objetivo é ser diferente em todas as maneiras de qualquer outra pessoa que esteja sã. Você se torna alguém estressado, deprimido, louco e, no fim, conformado com tudo. Uma pessoa sem propósitos.

Um método de acabar com o sofrimento é tendo bons amigos. Não que eles te dão respostas para todos os problemas. Mas o fato deles te escutarem talvez o faça melhor. E de tanto você ver que eles se preocupam, você se acostuma, e acaba por sofrer menos, afinal, você já vivenciou tanto isso, não é?

Mas, apesar de eu ter amigos que me ajudam... aos poucos estou me tornando insano. Perdoem-me pela postagem sombria. Foi o melhor que pude fazer diante da minha 'loucura'.

Tchau.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Valor

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Olá.

Encontrar alguém que ainda tem o valor como humano é incomum, mas ao achar, eu acho algo muito prazeroso. Mas, o que é o 'valor' que eu me refiro? Definí-lo-ei: são pessoas castas, sem malícias (malícia não quer dizer que seja algo somente pervertido; malícia é algo, também, maldoso), que são honestas, humildes, sagazes e inteligentes. E, com certeza o mais importante, elas tem o valor próprio (eu sei, isso soou redundante...), elas valorizam a própria mente, a própria reputação e o próprio corpo.

Quando eu digo que elas valorizam a própria mente, eu quero dizer que elas tentam não se influenciar. Que elas tem opinião própria, e o que vem dos outros não atrapalha em seu pensamento. Elas apenas escutam o que as pessoas dizem se for algo realmente produtivo.

Quando eu digo que elas valorizam a própria reputação, eu quero dizer que elas mantém sua imagem de pessoa honesta. Mas com verdades. E um jeito de fazer isso, é tendo palavra, cumprindo com o que fala.

Prometer uma coisa para alguém é, para mim, algo seríssimo. Pois pode ser a coisa mais idiota do mundo o que você prometeu, mas a promessa testa o seu valor como pessoa dentro de qualquer parâmetro. Eu, ao menos, penso assim. Se alguém prometer algo sem muita significância para mim, eu vou examinar. E se a pessoa não cumprir... eu desconsiderarei pedir outras coisas; afinal, se você não é capaz de cumprir uma coisinha qualquer, nada pode me garantir que uma coisa mais séria que no futuro eu posso hipoteticamente pedir será cumprido. E promessas mais sérias só são feitas se você estiver precisando que a pessoa faça isso. Então, eu posso ser deixado na mão, não é?

Você, meu caro amigo que está lendo: só faça uma promessa se você estiver totalmente apto a cumprí-la, e dentro do prazo que você prometeu. Certo?

E para finalizar: quando eu digo que elas valorizam o próprio corpo, eu quero dizer que elas tem respeito para com seus parceiros. Isso significa que elas não saem pegando qualquer um, transando com qualquer um. Afinal, o sexo é algo de extrema intimidade, você está se expondo e está se entregando. Acho que é uma baita falta de valor próprio já sair se entregando para qualquer um, não é?

E tenho dito.

Tchau.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Morte

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Olá.

Dizem que a morte é a pior coisa que pode haver. Eu discordo em parte. Sim, a morte é muito ruim para nós, porque a pessoa que amamos se vai de uma hora para a outra. Mas o que ocorre após a morte? Se formos pelo lado cristão da coisa, a pessoa que morreu, se foi uma boa pessoa, terá uma pós-vida muito melhor. Ou seja, seria muito egoísmo de nossa parte querer que a pessoa esteja sempre ao nosso lado se ela pode ter algo melhor pela frente. E se a pessoa mesmo não quisesse viver mais? Se ela quisesse a vida póstuma? Claro, muitos podem ter pensado agora: nem todos conseguirão a vida eterna no Paraíso. Mas, espera aí: se a pessoa não conseguir essa vida, é porque ela não foi uma boa pessoa. Ou seja, você estaria amando alguém que não é bom. Então, você já deveria ter em mente que ele não acabaria bem, não é mesmo?

Meu padrinho faleceu há mais ou menos um mês. Foi difícil, eu fiquei muito sentido com isso, mas depois que eu passei na casa dele, eu descobri pela minha madrinha que em seus últimos dias ele já estava desistindo da vida. À partir daí, refleti muito, e cheguei a conclusão de que eu não devo me preocupar: faz parte da vida. Se bem que eu ficaria muito nervoso se ele morresse tragicamente, como em um assalto (ele era dono de um bar, isso poderia acontecer facilmente, já que se passam muitos bêbados por lá). Felizmente, ele morreu já idoso, então era mesmo a hora dele: ele morreu de ataque cardíaco.

O que eu acho muito importante : creio que devemos sempre dizer às pessoas o quanto gostamos dela. Eu sei, vocês ouvem bastante isso por aí, mas é a verdade. Isso às vezes dá um impulso para querer viver mais, sabe? Saber que há alguém nesse mundo que te ama, além dos pais, claro, é muito bom, vocês sabem disso.

Mas, o mais importante de tudo: você também é humano, ou seja, você também morre. Então, como nós nunca saberemos quando nós vamos morrer, temos que aproveitar os dias. Eu sei, terão dias em que nós vamos acordar de saco cheio e dizer "vou curtir coisa nenhuma, me deixa deprimido aqui que eu tô feliz". Isso também é curtir o dia, só que da nossa maneira. Chegará um dia em que nós vamos olhar para trás (isso se ainda tivermos a capacidade de lembrar das coisas) e vamos ficar felizes. Afinal, só de bons momentos que lembramos. Ou seja, tente ser o mais louco possível.

Eu não sou aquele fã de poemas. Mas esse aqui (Instantes, de autor incerto) eu carregaria sempre no meu bolso, para ler sempre que eu puder:

"Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido; na verdade, bem poucas pessoas levaria a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos imaginários.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera a continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da sua vida. Claro que tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabem, disso é feito a vida: só de momentos - não percas o agora.

Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo ..."

Então, amigo(a)... porque você não diz agora para um amigo seu que você o ama? Creio que isso não vai tirar nenhum pedaço, não vai doer, e o melhor, seu amigo vai adorar. Eu mesmo vou já dizer a um amigo que o amo.

Tchau.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Elegância

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Olá.

Elegância é uma coisa que todos nós podemos ter. A elegância, para mim, ultrapassa a beleza: o cara pode ser lindo, mas se não for elegante, de nada vai adiantar. Por exemplo: eu sou um cara mediano. Não sou realmente feio. Mas também, não sou um George Clooney, eu não paro multidões, nunca ninguém por aí saiu gritando para mim "lindoooooo" e muito menos já brigaram por minha causa. Não sou exatamente bonito. Mas, se eu me visto bem, dou uma ajeitada no cabelo, sou cavalheiro e tenho boa conversa, de uma hora para outro eu fico um gato. E isso não vale só comigo, com qualquer outro homem, por pior que ele aparenta. Sério.

Para ser elegante, não basta somente vestir uma roupa bonita e se pentear. Há de haver cavalheirismo. Cavalheirismo é algo que eu acho incrível. Eu mesmo sou um, apesar de não parecer. Ser cavalheiro é ser educado, gentil, cortês e fazer todas aquelas coisas que um homem de hoje dificilmente faz: abrir a porta do carro para a moça, oferecer o seu lugar para ela sentar, dar sua blusa se ela estiver com frio (mesmo que ela esteja com um milhão de blusas), pagar o jantar e as coisas que ela quer... muitos diriam "cara que faz isso é trouxa". Para mim, trouxa é quem não o faz. E não pode ser cavalheiro apenas nos primeiros encontros... tem que ser sempre, mesmo que você esteja a 30 anos com a mulher, afinal, todas as pessoas te olham de uma forma melhor quando se é cortês. Com cortesia e educação, consegue-se mesmo muita coisa. A educação é algo primordial, todos deveriam ser educados (e esse já é o primeiro passo para o progresso).

Elegantes.... Não somente os homens deveriam sê-lo. As mulheres quando são elegantes chamam muito mais a atenção do que qualquer mulher, por mais corpo que essa mulher possa ter. Já teve várias garotas que eu fiquei reparando quando estavam mais elegantes. E elas nem eram tão bonitas. Creio eu que muitos de vocês já devem ter passado por isso também, estou errado?

Enfim, se você se considera feio, siga meus passos ditos acima. Eu gostaria, sim, de ser um pouco mais belo (que na verdade é coisa superficial; só causa uma primeira impressão), mas sendo elegante tal como sou já me basta. E em base de cortesia... reflitam com a frase:

"Sê cortês com todos, mesmo com os inferiores. Se a cortesia é honra para quem recebe, muito mais para quem a pratica" (T. Kempis)

Tchau.

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domingo, 4 de julho de 2010

Análise

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Olá.

Quando eu criei o blog, eu estava querendo fazer pelo menos uma postagem por dia, para que vocês não fiquem sem conteúdo. Mas ontem, devido à tristes problemas pessoais, eu não consegui ter ideias para comentar. E mesmo as ideias que eu tive, eu falava uma coisa ou outra e não faziam o menor sentido. De qualquer forma... resolvi fazer uma análise de tudo o que eu pensei ao querer fazer essa coisa toda.

Quando fiz todas os postagens, já fui correndo no orkut atualizar meu 'subnick' para que todos pudessem olhar o link do meu blog e darem uma olhada (o que, aliás, farei agora também, hahaha). E, analisando de todas as postagens e os comentários de amigos, cheguei numa conclusão: eu não fiquei satisfeito com todas elas. Exceto anteontem: quando eu terminei de fazer a postagem das drogas, eu olhei e disse "ficou animal!". Eu gostei, mas só um amigo comentou, que triste. A postagem do amor chegou bem perto do que eu queria, até gostei, mas ainda tem coisas que eu precisava falar que na hora não me vieram à cabeça. Ainda tem coisas em cada tópico que eu preciso falar mais, por exemplo, o de música. Mas, ao invés de eu atualizar as postagens, eu farei novos.

Me esforçarei para fazê-las. Pode ser que vocês gostem bastante e podem ser que vocês odeiem. Bem, nesse caso... paciência. No mais, quero que vocês gostem.

Tchau.

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sábado, 3 de julho de 2010

Drogas

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Olá.

Eu acho muito legal quando um jovem incentiva outros jovens a não usar drogas, a não beber, etc. Eu gosto muito disso, então me sinto no dever de passar isso para vocês.

As pessoas que começam a se drogar o fazem por influências. Isso todo mundo sabe. Mas, o que as pessoas sabem e teimam em não enxergar é que, uma vez que você usou uma droga, você não a larga mais. Sério. Vou dar um exemplo (que aconteceu com alguém próximo a mim, sem citar nomes ou fazer referências) : um garoto está com os amigos dele e de repente um deles oferece maconha ao garoto. Ele pensa um pouco, e só para não passar vontade, ele fuma uma vez. Ele passa mal, quase morre ali porque seu sistema respiratório não está acostumado a isso e no fim, ele promete a si mesmo que não vai fumar mais. Passa-se uma semana. Mesmo que o corpo dele não esteja necessitando fumar mais, ele começa a se lembrar da vez que fumou, e lembra que, apesar de ter quase morrido com aquilo, ele sente que teve algo bom naquilo, pois a sensação era de liberdade, de 'brisa', uma 'viagem'. Então, psicologicamente ele não necessita, mas gostaria de sentir aquilo mais uma vez. Então, com sua força de vontade, ele pega com o mesmo amigo mais um cigarro, fuma, passa mal de novo, mas a sensação de 'brisar' foi maior do que a última vez. E agora, ele vai querer mais. Aí, ele já começa a se viciar psicologicamente, e pronto, já não consegue mais largar a droga. E o pior é que o idiota vive falando que se ele quiser, ele larga, mas é pura balela. E para se livrar depois que é tenso... só os pais dizerem a ele que não deve mais fazer isso não vai adiantar, independente se ele é apegado a eles ou não (o que é difícil, se ele é apegado aos pais, ele não vai fumar porque ele sabe que os pais deles se importam demais com ele).

Pior do que usar drogas por curiosidade é usar drogas por pressão. Se um cara mais alto, mais forte e mais velho te pressiona a usar e você, por medo ou algo assim, usa e de primeira começa a se viciar, acabou com sua vida à toa. E para evitar isso, você tem que deixar de ser uma pessoa influenciável, tem que ter sua opinião firme: mesmo se você apanhar por não usar, ao menos você é inteligente e nunca acabará com sua capacidade intelectual com itens alucinógenos.

Beber também é algo triste. Eu sei como é, porque meio pai foi alcoólatra e hoje sofre as consequências por isso. Eu DETESTO bebidas. Não gosto nem de Smirnoff, que todos dizem que é bom e quase não tem álcool. Eu não gostei. Felizmente, nesse caso eu 'herdei' da minha mãe, que também não gosta. Atualmente, quase todos os meus amigos já foram fracos e cederam, beberam. Pior que isso: muitos até ficaram bêbados. Eu desprezo quando as pessoas chegam para mim e falam como se tivessem contando vantagem dizendo que já ficaram bêbados. Mesmo aqueles que não estão contando vantagem, acho repugnante. Eu bebi poucas vezes, e nenhuma passou de metade de um copo. É, quando eu digo que eu detesto, eu detesto mesmo. O pior é que a faixa etária dos meus amigos vai de 14 anos à 18, poucos foram os que passaram disso, e muitos já ficam bêbados. Os caras nem alcançam a maioridade e já compram bebidas, ficam ferrando com o corpo. E para esses meus amigos, digo somente uma palavra que expressa todo o meu desgosto: lamentável.

Vocês que tem vontade de usar drogas (ou já usam), passo minha singela mensagem: parceiro... seu corpo funciona tão bem sem drogas, para que causa, razão, motivo ou circunstância você vai querer usar drogas? Para não ser 'careta'?

É... meu corpo funciona não tão bem, mas mesmo assim eu sou feliz sem drogas. Se eu quiser 'brisar', eu vou escutar uma música do Beethoven, ou uma menos clássica, Big Sur Moon (bela música do Buckethead... recomendo). Se eu quiser passar mal, eu vou comer fritura, que de repente me dá um ataque cardíaco e morro logo de uma vez. E se eu quiser me divertir, eu saio com meus amigos, que para mim vale um milhão de vezes mais.
Pensem, meus amigos.


Tchau.

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Amor

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Olá.

Todo mundo em sua vida pensou pelo menos uma vez à respeito do amor. Qualquer um já tentou definí-lo, inclusive o grande filósofo Sócrates, que disse muitas coisas à respeito (logo mais postarei; ainda não achei um site que possua tal referência completa). Muitos amigos meus também tentam. Mas o interessante é que, por mais que todo mundo tente definir, não há um 'final específico'. E cada um me fala cada coisa...

Muitos tentam ainda me explicar a diferença que há entre 'amor' e 'paixão'. Cada um dá sua teoria, mas no final acaba sempre da mesma maneira: 'paixão' é algo que você sente por coisas que você gosta, como futebol, música, etc. Mas pessoas não se incluem. E o 'amor' é uma procrastinação completa. Mas, tentarei fazer da minha forma uma definição.

"Amor é um sentimento que você tem pela outra pessoa que te faz querê-la bem. Você mataria e morreria por ela. Você quer que a outra pessoa seja feliz independente do rumo que ela tomar. Mas, mesmo você a querendo feliz, você simultaneamente a quer com você. Esse sentimento o deixa meio bobo e você só pensa na pessoa amada. Simplesmente o fato de você pensar na pessoa amada já o deixa feliz."

Para ser sincero, essa minha definição também é um 'enrolação', pois há uma adversidade no meio dela. Mas, é o que eu considero mais perto do amor. Convenhamos... eu nunca senti isso. Claro que quando eu namorava, eu possuía um sentimento forte com relação a minha namorada; mas eu nunca fiquei pensando direto nela, claro que eu a queria feliz, mas se fosse para deixá-la para ela ser feliz com outra pessoa, para mim não havia problemas (Apesar disso, eu sempre fui muito ciumento. Vai entender...)

Para os jovens, tal sentimento é difícil ocorrer. Com tantas opções e com a quantidade de vida que hipoteticamente elas terão pela frente, no começo elas não sentem muito isso. Mesmo eu, que tive minha primeira namorada aos 15 anos (tenho 16...) e nunca tive muitas namoradas desde então, nunca 'me amarrei' dessa maneira.

Há sempre uma exceção, óbvio, como aqueles casais de namorados que realmente se casam. O namoro adolescente é uma coisa que atualmente está muito banalizada: muitos transam no 1º mês de namoro (alguns, até no 1º dia); mesmo com namoro sério, muitos ainda 'pulam a cerca'; muitos dizem 'eu te amo' sem realmente sentir. Mas, o que tornou tudo a coisa banal que é o namoro adolescente é a mídia. A mídia que os influencia: a mídia mostra que transar cedo é normal; a mídia mostra que trair é algo aceitável... e o pior é com a frase tão linda "eu te amo". Eu acho muito triste agora essa frase ser dito por qualquer um a qualquer um. Eu já não posso mais dizer que eu amo meus amigos sem que eles realmente entendam o sentido, que eu realmente os amo (por isso não digo a mais ninguém, somente à minha mãe, e 4 amigos).

Pois é, meus queridos amigos. O amor está sendo manipulado de acordo com o tempo. Eu não sei se devo achar isso bom ou ruim, pois tudo o que muda vai, gradativamente, se tornando algo normal. E isso também explica porque muitas pessoas vão se tornando rabugentas: não aceitam que tudo o que era bom para eles tenha se tornado muito diferente. Mas, concordo com eles nesse ponto. Antigamente era, sem dúvida, muito melhor. O amor deles era real e o ar era respirável.

E, para fechar minha postagem, meus pêsames ao amor. Fiquem com o poema de Camões para fazê-los refletir.

"Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer,
É solitário andar por entre a gente,
É nunca contentar-se de contente,
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"


Tchau.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Religião

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Olá.

Esta postagem vai falar muito de mim. Se não quer saber minha opinião à respeito, de religião, vá ler um jornal ou qualquer coisa, que será mais interessante.

Se há uma coisa que me interessa bastante é a religião. Eu gosto de ver como que as pessoas pensam à respeito do mundo, sua filosofia de como tudo chegou até onde está. Mas, apesar disso, não sou religioso. Sou humanista. Eu acredito em Deus, O amo sim, mas não vou em igreja, leio a Bíblia de vez em nunca, e não oro direto como os católicos. Mas respeito quem faz.

A coisa que eu acho mais interessante é a discussão que tem entre ateus e/ou agnósticos com católicos e/ou evangélicos fervorosos. Há uns 3 anos eu estava olhando no orkut dos meus amigos, quando de repente me deparo com uma comunidade chamada: Jesus deveria ter apanhado mais. Eu fiquei intrigado porque alguém pensaria assim e olhei nos tópicos. Os ateus (que se proclamam assim, mas estão nessa comunidade, logo deveriam ser satanistas, afinal, como você quer que alguém que você não acredita apanhe mais numa situação que, para você, nunca existiu?) provocavam demais os religiosos. E eles ficavam nervosos, rogavam pragas, falavam coisas do tipo "não sou eu mesmo que vou para o inferno" (Falava isso, mas continuava brigando. Muito sagaz...), e os ateus de divertiam, pois os cristãos xingavam de coisas que mesmo eu, que estou acostumado com minha família falando palavrões o dia inteiro, nunca havia antes ouvido. Até que apareceu um pseudo-ateu dizendo uma coisa que me fez refletir:
- Isso, cristãos, continuem xingando. Continue mostrando o que sua religião ensinou a vocês: não respeitar a opinião do próximo.
Bati palmas a ler isso. Poxa, se aqueles cristãos fossem um pouco mais racionais, entenderiam que, de acordo com a Bíblia, se os ateus negam Jesus na frente dos homens, Jesus os negará na frente do Pai. Então, para que se preocupar? Deixem-nos pensar o que querem...

Mas o motivo pelo qual gosto de discussões não é porque sou um 'barraqueiro': eu gosto dos argumentos. O número de quem ganha em discussões religiosas é maior para o lado dos ateus, mas já vi bastante religioso humilhar ateus com seus argumentos.
Uma situação-exemplo é uma que me envolve: meu irmão é satanista e eu sou humanista. Nós falamos direto à respeito disso. Ele colocou no subnick do orkut um link de uma postagem de um clã muito estranho chamado Metal Wolves (cujo objetivo é "descristianizar" as pessoas), dizendo que o nosso cristianismo está doente. Discuti com ele, mas perguntando o porquê de querer descristianizar as pessoas. Para mim, isso é algo sem fundamento. Ficamos um tempo falando disso, mas foi apenas por discutir: nem eu queria convertê-lo para o lado cristão, nem ele para o lado satânico.

Uma dica é: não sinta-se ofendido se alguém falar mal de Deus. Se você achar que está ofendido, pense que o islamismo é duramente criticado sempre. Só que eles resolvem as discussões com bombas. Acho que podemos resolver na calma, discutindo, certo?

Tchau.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mentiras

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Olá.

Uma das coisas que o ser humano mais faz durante sua vida é mentir. É uma coisa tão frequente que chega a ser comparado com o número de vezes que você vai escovar os dentes; as mentiras podem variar desde o conhecido "estou bem" (Se bem que alguns dizem "estou mal" só para iniciar uma conversa mesmo, e na maioria das vezes não é algo tão grave. Se é grave, a pessoa nem quer falar à respeito ou é dramática e já fala tudo sem nem a pessoa perguntar) até coisas mais tensas, como "eu já fiz 100% no Through The Fire And Flames no expert [Guitar Hero] no joystick, com a mão nas costas e de olhos fechados" (desculpem o papo nerd, mas creio que todos aqui já ouviram falar de gente que fala que fez isso e ainda acrescenta mais coisas, como "de ponta-cabeça", "amarrado com corda de aço", e por aí segue). A pergunta é: Por que as pessoas mentem? Em que situações é permitido mentir?

Vejamos. As pessoas mentem por diversos motivos. Um bom motivo é a reputação. Vamos imaginar uma situação-exemplo: suponhamos que você não tenha feito nada de muito interessante na sua vida. Nunca beijou, nunca foi à praia, nunca andou de bicicleta, nunca viajou e estudou sempre na mesma escola, com os mesmos colegas durante muito tempo. Você é um completo pacato sedentário. De repente, você muda de escola e conhece novas pessoas que possuem o interesse em comum, mas vocês ainda não são amigos. E chega um dia que o pessoal todo se reúne e começam a conversar. Você obviamente fica quieto, porque metade das coisas que eles estão falando é papo interno, e você está excluído. Então eles começam a contar vantagem e você só escutando. E chega a famigerada hora: eles começam a te perguntar várias coisas:
"Quantas vezes você já foi à praia?"
"Sabe jogar fut?"
"E aew, quantas minas voce já pegou na sua vida? Já comeu alguma? =P"
E você não vai dizer a todos que você nunca fez e/ou não sabe fazer. Você é um inútil. Então, você começa a mentir e aí está formada sua reputação, que pode não ser aquela reputação, que te deixa popular na escola toda, mas pelo menos você não é considerado um idiota pela turma. Grande coisa... mas tem gente que ainda se importa com isso.

Agora direi a todos um segredo meu. Se eu disser a vocês que tudo que eu falei acima foi baseado na minha vida? Pois é. Até a 7ª série eu nunca havia beijado alguma menina, fui apenas uma vez à praia (isso continua assim até hoje... mas porque eu quis, eu não gosto de praia), estudei os 7 anos escolares na mesma escola, com os mesmos indivíduos, nunca havia andado de bicicleta (até hoje não sei andar, mas já tentei... e como qualquer um, cair é fundamental), e por aí segue. E, consequentemente, expliquei como funcionou minha história quando mudei de escola na 8ª série.

Mas, voltando ao assunto das mentiras... uma situação em que é, de uma forma humana, essencial que se minta, é uma situação de risco que envolva vidas. Por exemplo: um assassino aparece numa casa onde moram apenas você e seu irmão. Ele chega na sua casa e só tem você à mostra, e seu irmão está escondido. Ele já pergunta:
- Tem mais alguém nessa casa!?
Você vai falar a verdade e arriscar a vida do seu irmão ou vai mentir e, ao menos, salva a pele dele? (eu sei que um monte de zé-graça deve ter pensado/falado agora: eu falaria a verdade e matava meu irmão 8D... a você que pensou isso: mate-se)

Eu não apoio a mentira, somente em casos como o descrito acima. Se você quer formar sua reputação, que seja com informações reais. Mas, se você quer mentir, vou te dar uma dica valiosa: anote tudo o que você mentiu e para qual pessoa. E invente uma história com isso, mas que pareça real. Pois acredite: vai chegar uma hora que você vai esquecer o que você falou e para quem, você se confunde e, olha a sua máscara caindo. Acontece.

Tchau.

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