quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mentiras

.

Olá.

Uma das coisas que o ser humano mais faz durante sua vida é mentir. É uma coisa tão frequente que chega a ser comparado com o número de vezes que você vai escovar os dentes; as mentiras podem variar desde o conhecido "estou bem" (Se bem que alguns dizem "estou mal" só para iniciar uma conversa mesmo, e na maioria das vezes não é algo tão grave. Se é grave, a pessoa nem quer falar à respeito ou é dramática e já fala tudo sem nem a pessoa perguntar) até coisas mais tensas, como "eu já fiz 100% no Through The Fire And Flames no expert [Guitar Hero] no joystick, com a mão nas costas e de olhos fechados" (desculpem o papo nerd, mas creio que todos aqui já ouviram falar de gente que fala que fez isso e ainda acrescenta mais coisas, como "de ponta-cabeça", "amarrado com corda de aço", e por aí segue). A pergunta é: Por que as pessoas mentem? Em que situações é permitido mentir?

Vejamos. As pessoas mentem por diversos motivos. Um bom motivo é a reputação. Vamos imaginar uma situação-exemplo: suponhamos que você não tenha feito nada de muito interessante na sua vida. Nunca beijou, nunca foi à praia, nunca andou de bicicleta, nunca viajou e estudou sempre na mesma escola, com os mesmos colegas durante muito tempo. Você é um completo pacato sedentário. De repente, você muda de escola e conhece novas pessoas que possuem o interesse em comum, mas vocês ainda não são amigos. E chega um dia que o pessoal todo se reúne e começam a conversar. Você obviamente fica quieto, porque metade das coisas que eles estão falando é papo interno, e você está excluído. Então eles começam a contar vantagem e você só escutando. E chega a famigerada hora: eles começam a te perguntar várias coisas:
"Quantas vezes você já foi à praia?"
"Sabe jogar fut?"
"E aew, quantas minas voce já pegou na sua vida? Já comeu alguma? =P"
E você não vai dizer a todos que você nunca fez e/ou não sabe fazer. Você é um inútil. Então, você começa a mentir e aí está formada sua reputação, que pode não ser aquela reputação, que te deixa popular na escola toda, mas pelo menos você não é considerado um idiota pela turma. Grande coisa... mas tem gente que ainda se importa com isso.

Agora direi a todos um segredo meu. Se eu disser a vocês que tudo que eu falei acima foi baseado na minha vida? Pois é. Até a 7ª série eu nunca havia beijado alguma menina, fui apenas uma vez à praia (isso continua assim até hoje... mas porque eu quis, eu não gosto de praia), estudei os 7 anos escolares na mesma escola, com os mesmos indivíduos, nunca havia andado de bicicleta (até hoje não sei andar, mas já tentei... e como qualquer um, cair é fundamental), e por aí segue. E, consequentemente, expliquei como funcionou minha história quando mudei de escola na 8ª série.

Mas, voltando ao assunto das mentiras... uma situação em que é, de uma forma humana, essencial que se minta, é uma situação de risco que envolva vidas. Por exemplo: um assassino aparece numa casa onde moram apenas você e seu irmão. Ele chega na sua casa e só tem você à mostra, e seu irmão está escondido. Ele já pergunta:
- Tem mais alguém nessa casa!?
Você vai falar a verdade e arriscar a vida do seu irmão ou vai mentir e, ao menos, salva a pele dele? (eu sei que um monte de zé-graça deve ter pensado/falado agora: eu falaria a verdade e matava meu irmão 8D... a você que pensou isso: mate-se)

Eu não apoio a mentira, somente em casos como o descrito acima. Se você quer formar sua reputação, que seja com informações reais. Mas, se você quer mentir, vou te dar uma dica valiosa: anote tudo o que você mentiu e para qual pessoa. E invente uma história com isso, mas que pareça real. Pois acredite: vai chegar uma hora que você vai esquecer o que você falou e para quem, você se confunde e, olha a sua máscara caindo. Acontece.

Tchau.

.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Cursos

.

Olá.

Às pessoas que não sabem, por um bom tempo eu fiz vários cursos, todos grátis, boa parte de idiomas. Entretanto, devido a minha disponibilidade, geralmente não termino os cursos, e acabo, depois de certo tempo, esquecendo as coisas que eu aprendia por causa da falta de prática, e no final acabo apenas tendo uma base remota. Um bom exemplo disso é o curso de japonês que eu fiz durante um ano e meio. Eu gostava muito, me esforçava demais para ser o melhor (eu era um dos melhores da sala), porém, o curso foi transferido para uma escola que fica no Ipiranga, e meus pais não me autorizaram a ir, por considerarem o local 'perigoso'. E atualmente faz um ano que não faço o curso, e quase todo o conhecimento que eu possuía acerca do vocábulo... esvaiu-se. Me recordo de quase nada. Bem, talvez num futuro não muito distante, meus pais se arrependam de terem me proibido. Ou não.

Atualmente, saí de todos os cursos (alguns por vontade própria, outros não), faço somente um curso de alemão (sim, gosto de idiomas não-convencionais). E estou indo bem nesse curso também: sou o melhor aluno. Afinal, se eu mesmo me inscrevo em algum curso, é porque eu estou interessado. E se eu me interesso por algum curso, eu vou até o final com ele. E não somente em cursos de idioma (já que sou completamente apaixonado por idiomas), mas em qualquer curso tento ser o melhor.

O problema maior de tudo é a conversa que ouvi de muitas pessoas. Ouvi de muitos que japonês é difícil e que eu deveria fazer inglês, que alemão é uma língua inútil, que só inglês e espanhol que importa. Mas, para a minha sorte é que eu não me importo com comentários destrutivos. Antes eu me importava muito com isso, agora não perco meu tempo relevando tais comentários. Porque, na maioria dos casos, pessoas que dizem isso são pessoas de pensamento fraco e pequeno. Também pode-se aprender um idioma por hobbie. Também pode-se aprender um idioma para querer tentar viajar e comunicar-se, por que não? Mesmo porque, eu, teoricamente, sei me comunicar em inglês. E só não faço um curso porque sou classe média-baixa, não tenho condições de pagar um curso de inglês (o que, na verdade, não é do interesse de ninguém, mas como é meu blog, falo o que quero). Mas, estou sempre procurando cursos por aí de inglês. Odeio o idioma espanhol.

Eu estou falando dos meus cursos, mas tem uma lição que eu aprendi com isso que se aplica a qualquer um. Se você quiser fazer um curso que, na opinião geral, é 'inútil', FAÇA DA MESMA MANEIRA. Afinal, se você fizer tal curso para o seu futuro em uma faculdade, por exemplo, você é o melhor. Se você é o melhor, você fará tudo perfeito. Se você fizer tudo perfeito, todos reconhecerão seu trabalho. E se você for reconhecido, muitos te chamarão, alguns com propostas satisfatórias. Se bem que isso não se aplica somente aos cursos de língua: música, desenho, futebol, coisas lazerosas também fazem parte.

E com isso, acabará com aquela teima popular de escolher sempre os mesmos cursos, universitários ou não.

Tchau.

.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Música

.

Olá.

Música, para mim, é uma das melhores formas (se não a melhor forma) de entretenimento e comunicação existente. Eu pensei em várias coisas para colocar, mas, no final, cai sempre nessas duas coisas: expressão (comunicação), diversão (entretenimento), sensibilidade da alma (comunicação), forma de passar o tempo (entretenimento), etc. Existem poucas pessoas que detestam qualquer tipo de música. Eu, inclusive, só conheço uma. O bom da música é que ela sempre te desafia, tanto para o ouvinte, quanto para o produtor, quanto para o criador. Pois sempre haverá música. Há tantas possibilidades de formar trechos em 12 notas, que se juntam e formam uma música. Mesmo com milhões e milhões de anos que a Terra existe (afinal, não é somente o homem que produz música, certo? Isso é óbvio, eu sei, mas às vezes eu penso que devo explicitar para que depois não hajam pequenas reclamações), em que as pessoas criam de acordo com o que suas milhares de culturas insinuam (curiosidade: vocês sabiam que antigamente, numa certa cultura, acredito que chinesa, era proibido criar músicas que possuíssem as notas fá e si bemol?), ainda existam chances de existir músicas originais.

Quem imaginaria que do jazz iria pro heavy metal? E quem imaginaria que das antigas músicas africanas surgiria a bossa nova? Das antigas cantigas portuguesas surgiria o sertanejo? É, variedade grande mesmo.

O que me deixa pensando sempre é que, independente dos inúmeros estilos musicais existentes, muitas pessoas persistem no refugo, no resto. Na verdade, o que leva a pessoa a gostar de um certo estilo de música é o quão essa música o faz bem, o quanto a música o identifica. E, ao contrário do que muitos jovens dizem, a música influencia sim no comportamento da pessoa. Mesmo que tal pessoa não aparenta, no fundo mesmo ela é o que ela deveria ser por estar ouvindo tal estilo de música. Mas, como sempre foi dito... em toda regra há uma exceção. .-.

Por exemplo:
Eu sou metaleiro. (Tanto que o nome do blog foi tirado de uma música de uma banda de metalcore chamada All That Remains. Eu altamente recomendo!) Eu gosto de todo o tipo de rock também, que por sinal é diferente do metal, deixando claro. Mas, poucos sabem que, além de tudo, eu gosto de erudita! Toco flauta transversal e violoncelo! Pessoas eruditas são calmas, logo eu deveria ser calmo. E eu não sou, nem um pouco. Mesmo assim, consigo ser uma pessoa racional, em situação de risco consigo manter a linha do raciocínio, mesmo me matando por dentro.

Outro exemplo:
Um funkeiro. Mas não o incrível funk americano, em que há solos de baixo, cantores de soul, fica uma mistura bem legal. Estou falando do desprezível funk carioca, que ainda não sei porque chama-se assim, por parte do funk. Um funkeiro tem a necessidade de reafirmação da própria masculinidade, e funkeira... muita carência. Mas, se eu disser que já encontrei um cara que curte Avenged Sevenfold e curte funk? Uma menina que curte Ozzy Osbourne e curte funk? Fogem à regra.

O que eu quero passar fazendo longo todo o meu comentário, é que você pode, sim, gostar de mais coisas além do que você aparenta gostar sem que isso influencie no seu modo de viver. O único problema seria o 'rótulo'. Mas aí, já vai de você... se você se importa com o que as pessoas dizem, isso sim é um problema.

Tchau.

.

Pensando

.


Olá.

Provavelmente quem está lendo é um(a) amigo(a) meu(minha), então não precisaria me apresentar. Mas, na cogitação de que quem esteja lendo seja alguém que não tenho contato direto, como um amigo de um amigo meu, ou alguém que olhou meu orkut e viu o link do blog... meu nome é Afonso Scrivani. Uma pessoa com pensamentos além do que outras pessoas conseguem enxergar. Penso em muitas coisas. Não, você não chegou onde queria dizer: eu penso em muitas coisas mesmo. Penso desde a hora que acordo até a hora que vou dormir. Não, não sou filósofo, como muitos amigos meus, que pensam demais e criam teorias para tudo que há em volta e, principalmente, para o que não há. E também não, não sou poeta, como muitas amigas minhas, que possuem inteligência artística e conseguem misturar o conhecimento diversificado delas com a arte de escrever. Eu sou simplesmente 'eu mesmo'; exponho meu conhecimento da maneira que, por enquanto, sei, e firmo ideias da maneira como gostaria que as pessoas interpretassem, quer seja do meu jeito, quer seja de outro ponto de vista.

Muitos intelectuais (e alguns nem tanto, alguns mais do que isso) que leram o que eu acabei de escrever diriam: ele só está blefando e está 'enrolando' (ou como eu prefiro dizer, procrastinando) com palavras mais belas para poder firmar o que ele quer. E eu digo: não, não estou blefando, e sim, estou procrastinando. Mas, isso ocorreu somente porque eu quis; se eu só quisesse firmar o que eu queria, eu o faria simplesmente da maneira como vocês entendem, objetivamente. E eu não estou mentindo.

Enfim. Fiz esse blog devido.... minha vontade. Muitas pessoas que fazem blog podem escrever perfeitamente, mas transmitem a sua ideia de uma forma que EU considero errada. Meu objetivo aqui nesse blog é transmitir tais ideias vistas de outro(s) ponto(s) de vista. Claro que eu gostaria que as pessoas dessem uma olhada e pensassem 'puxa, ele tá certo'. Mas, eu tenho certeza de que muitos vão olhar e falar 'que otário' e terão muitos que vão olhar e falar 'que legal'. Liberdade de pensamento, que dádiva!

Alguns leram até o final, outros não, e me passa pelo cabeça o que cada um deve ter pensado ao ler (boa parte, de fato, não me importa). De resto, não saiu exatamente como eu gostaria, mas eu tentei ser o mais 'eu mesmo' possível.

Tchau.

.