domingo, 31 de outubro de 2010

Fanatismo

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Olá.


Existe gosto para qualquer coisa. Sim, qualquer coisa, e muitas delas são bizarras. Mas, tudo bem, cada um, cada qual. Muitas vezes, gostamos tanto de uma coisa que nos dá na cabeça que somente você deve gostar daquilo no mundo todo. Geralmente quem pensa assim é um fanático. Mas, o que é um fanático? (eu até faria um joguinho de palavras idiota aqui, mas deixa quieto) Um fanático é um cara que não é somente fã; um fanático, nas palavras de outros fanáticos, é um "fã doente". 


As pessoas são fanáticas por outras pessoas, sejam atores, cantores, etc. E, o pior, muitas vezes esse indivíduo não fez ou disse algo de importante. Somente o fato deles fazerem o que normalmente fazem já basta para o fanático, isso sem contar que em algumas vezes o simples fato deles existirem já é o suficiente para "amá-los". 


Quando as pessoas são fanáticas, quase sempre elas poem sobre a própria felicidade a felicidade do indivíduo que eles gostam. Elas sabem que a pessoa nunca vai dar a mínima, mas continuam agindo dessa maneira. Irracioanalidade? Talvez. Geralmente, garotas são as que fazem isso, mas juro que já vi caras que faziam isso. E não, eles não eram gays, justamente pelo contrário, se faziam muito de "machão". 


Creio que as pessoas só podem ser fanáticas por personalidades, mesmo. Se fossem fanáticas por fazer alguma coisa, seja drogar-se, beber coca-cola, dormir, enfim, seria vício, dito cujo já o citei em uma outra postagem. Elas possuem uma coligação: os fanáticos NÃO QUEREM viver sem as pessoas antemencionadas devido os seus sentimentos por elas, e os viciados NÃO CONSEGUEM viver sem as coisas antemencionadas devido a adaptação do corpo a tais coisas, fazendo com que você fique com a mania de fazê-lo.


Mas, o método de cura de ambos é basicamente o mesmo: há de mostrar outros caminhos, mostrar que pode-se viver SIM sem as coisas acima citadas, basta apenas um esforço. O problema é que o vício é algo inquestionavelmente mais sério, mesmo fazendo isso que eu disse, elas ainda precisam de apoio familiar e apoio de amigos; as pessoas fanáticas aprendem com o tempo, quando finalmente as cansam, talvez.


Tchau.


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Sei lá... a vida tem sempre razão

"Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá

A vida tem sempre razão"


Vinícius de Moraes.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sobrenatural

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Olá.


Certa vez ouvi uma frase, não lembro de quem, se é de algum autor ilustre ou não, mas era algo mais ou menos assim: "o sobrenatural existe somente para quem acredita". Eu concordo friamente com esta frase, e a uso para testemunhar meu ceticismo com relação as coisas paranormais. Excetuando a Deus, em que tenho meus motivos para acreditar, eu não consigo crer em algo que seja além do normal. Espíritos, assombrações, ectoplasmas, "poderes", demônios e anjos (falando na personificação em algo místico), profecias, premonições, enfim, para mim isso tudo não passa de algo com uma lógica fraca.


Entretanto, existem pessoas que acreditam. Essas são as que usualmente passam por situações que consideram sobrenaturais. Por exemplo, eu nunca acreditei em assombrações, mas meu amigo acredita. Segundo ele, a antiga casa dele era frequentemente assombrada. Um dia ele estava escutando uma música chamada Iron Maiden de uma banda homônima, de olhos fechados, quase dormindo, quando um vaso veio voando nele. Bem na hora desse trecho:


Oh, well, wherever, (Bem, em qualquer lugar,)
Wherever you are, (Onde quer que você esteja,)
Iron Maiden's gonna get you, (A donzela de ferro vai te pegar,)
No matter how far. (Não importa quão longe)
See the blood flow watching it shed (Veja o sangue jorrar vendo ele se espalhar)
Up above my head. (Sobre minha cabeça.)
Iron Maiden wants you for dead. (A donzela de ferro quer você morto.)


(Para quem não sabe, donzela/dama de ferro é uma método de tortura de muitos séculos atrás)


Eu acredito nele. Não só porque ele é meu amigo, mas porque eu acredito que graças às coisas paranormais, muitas coisas surgiram. Acreditam que uma língua surgiu disso?


Explicá-lo-ei. Há 500 anos atrás, existiu um matemático, filólogo, astrônomo e alquimista chamado John Dee. Certa vez ele sonhou que anjos revelaram a existência de uma língua que teoricamente foi falada por Deus na criação do mundo, e também foi usada por Adão e Eva no Éden até serem expulsos. Com a expulsão, Adão e Eva perderam a linguagem e desenvolveram um "hebraico antigo", cuja gramática lembrava vagamente tal língua divina. Dee acreditou que poderia ressucitar tal língua, então procurou espiritualistas e pessoas paranormais, em vão, até achar Edward Kelley, que era vidente, e estabeleceu certo contato com os anjos. O nome da língua foi estabelecido como Enoquiano devido ao patriarca Enoch, que foi o último a ter conhecimento da língua antes de Dee e Kelley. De qualquer forma, eles procuraram ao máximo transcrever essa língua para conseguirem se comunicar com os anjos e, assim, atingirem seu objetivo: adquirirem a Pedra Filosofal (uma pedra que faz com que não haja a Lei da Conservação de Massa, faz com que chumbo se torne ouro e faz com que pessoas vivam indefinidamente, isso foi uma ideia hipotética tangida como lenda). Dee morreu antes que conseguisse atingir seu objetivo, mas acredita-se que Kelley conseguiu, e por não entregar o segredo da pedra ao Rei, ele foi morto e o Rei enloqueceu em busca da pedra. 


Por incrível que pareça, isso não é lenda. Isso é história. Apesar de tudo, o enoquiano só é usado por "bruxos", que a consideram útil para desvender muitas coisas. 


Eu acredito que tudo isso possa ter ocorrido. Mas, em muitas coisas ainda desacredito. Como nunca as vi, permaneço com minha tese de que são ideias fracas.


Espero que tenham se divertido com a aulinha de história, haha.


Tchau.


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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Razão

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Olá.


Hoje a postagem vai ser pequena. Vou tratar de um assunto que eu ando pensando por bastante tempo. Quando falo em bastante tempo, quero dizer "mais de um mês". E o pior: só resolvi falar agora dele. Gênio.


Minha professora de inglês me perguntou um dia: "Afonso, você é um rapaz que age com a razão ou com a emoção?". Pensei bastante, mas, a resposta foi até fácil: com a razão. Eu sempre penso bastante antes de tomar uma decisão. Mas, ela me perguntou: "Hm, até numa em uma situação de risco que poderia envolver pessoas que você ama,  como, por exemplo, sua mãe?". Nessa, eu pensei mais ainda, e por fim, disse a ela a verdade: "Continuaria a agir com a razão. Mesmo me matando por dentro, se eu começar a agir com a emoção, eu posso talvez tomar decisões erradas para certas coisas que podem ser cruciais". Não que seja 100% de chance de que todas as decisões que você tome sendo emocional vá falhar... eu simplesmente não quero arriscar.


Mas... e se isso for um problema? Vejamos. Eu sempre ouvi que "é necessário parar de pensar, e começar a sentir" (inclusive, essa frase está em uma música do Capital Inicial). O problema, é que se eu começar a seguir meus instintos e parar de racionalizar, eu não sei o que eu eu posso acabar fazendo. Magoar alguém? Isso é só uma das coisas ruins que podem ocorrer. A única coisa boa que consigo ver ao começar a sentir ao invés de pensar, é em um namoro/casamento, em que se pensarmos muito, começarão desconfianças, discussões, enfim, siga nessa linha.


Acho que sou muito inatista. Por isso, o fato de nao ter um relacionamento duradouro e de ser um cara extremamente desconfiado.


Tchau.


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domingo, 10 de outubro de 2010

Nerd

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Olá.


Todos conhecem os nerds. Mas, nem sempre é ruim especificar: nerd é um indivíduo que faz muitas coisas intelectuais, seja estudar ou não, que geralmente pessoas de sua idade não fariam. Por exemplo, um cara começa a se tornar fanático por átomos, estuda a tabela periódica de cabo a rabo, e se torna bem fanático por Física e Química. Só que esse indivíduo possui nada mais nada menos do que 13 anos. Logo esse garoto se torna um nerd. Mas isso é apenas um pequeno exemplo, pode ser relativo a qualquer coisa intelectual, e melhor, mais de uma coisa.


Desde sempre eu sou o nerd dos lugares. Talvez porque dentre meus amiguinhos do pré eu fui o primeiro a aprender a ler e a escrever, com 4 ou 5 anos (logo, fui o primeiro a terminar a minha apostila) ou porque na minha pré-adolescência (se é que isso existe...) eu estudava a respeito de idiomas e era o CDF da sala em português - sabia tudo de análise morfológica e sintática, sabia de muitas palavras que as pessoas não sabiam (bem... isso ocorre até hoje, para falar a verdade...). Fora as contas matemáticas monstras que eu queria fazer... mas deixo isso para outro dia, não vou ficar falando de mim o tempo todo aqui. Pelo fato de eu saber como é ser sempre chamado de nerd e de ter tido muitos amigos assim, sei bem como é a vida de um. No primário, normalmente é algo horrível ser rotulado assim. As crianças não brincam com você direito e fazem piadinhas a seu respeito. No ginásio (sim, estou usando expressões 'arcaicas'... para mim, é bem mais fácil de classificar), ser chamado de nerd é apenas para caçoar ('ow, sef*dê aê, nerdão!'), não para te chamar de esperto. As coisas, aparentemente, mudam um pouco quando você entra no colegial. As pessoas começam a dar mais valor para o intelecto das outras. Mas, mesmo assim, o nerd continua sendo aquele antissocial.


Fato é que um nerd de verdade não é necessariamente inteligente; ele apenas se fascina, interessa por coisas ignoradas pela maioria, como animes, séries de Sci-Fi (Science Fiction, ficção científica), RPG, etc. Mas, por ele curtir algo que a maioria nem curte, ele é um antissocial, solitário, atrapalhado, sem jeito com mulheres (com pessoas em geral, na verdade), mas em compensação, são mais gentis, educados. São meio engraçados, afinal, eles se confundem na fala, heh.


Adoro ser chamado de nerd. Chamem-me de nerd sempre que puderem, hahah!


De qualquer forma, enquanto eu fazia esta postagem, fui me lembrando de um amigo nerd meu que já até pensou em se matar porque ele não conseguia fazer social e era sempre legal com as pessoas e elas meio que o deixavam de segundo plano - coisa normal que acontece com um nerd. Mas este era mais sensível, e não aguentou, e quase se matou. Quando ele me contou isso, eu dei um tapa nele e falei umas boas para ele. Mas ele não tem culpa, ele tem muita vergonha e isso dificilmente pode ser mudado. Então, quanto a isso, peço apenas um favor para quem estiver lendo: nunca deixem um carinha assim de segundo plano. Se ele for realmente louco, pode acontecer como na Universidade de Columbus: dois nerdões se revoltaram com tudo e resolveram matar todo mundo que acreditasse em Deus lá. Estranho... mas existe um motivo. O nerdão principal (creio que seu nome seja Eric) queria ser Deus e mandar em todos... ele acreditava que sua inteligência sobressaia a tudo e todos. Mas, depois de matar muita gente, ele se matou junto com seu amigo nerdão. 


Para ser amigo de um nerd, faça apenas um esforcinho. No começo você vai entender nada, afinal, é fora de sua realidade; mas depois você vai conhecendo, você pode até se interessar por algo que ele diz!


E para finalizar, eu DEVO deixar bem claro que a Wikipédia é o melhor amigo do nerd. Mesmo sendo várias pessoas que fazem aquilo, artigos como "sistema binário", "língua maltesa", "metafísica" ou "Reino da Baviera" com certeza não é editado por qualquer um, tenha certeza.


Piada: existem 10 tipos de pessoas: as que entendem binário e as que não entendem ;D

(Quando você compreender, parabéns, você passou do último teste nerd existente...)


Tchau.


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Trapacear

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Olá.


Gente trapaceira é o que mais existe nesse mundo. Pessoas que querem passar a perna na outra, que roubam suas ideias, que furam filas, que se passam por doentes para se livrarem de coisas a pagar, assaltam as pessoas que deram duro pra conseguir aquilo que elas tinham.... enfim, querem se sentir mais que humanos (afinal, todos somos iguais e todos devem cumprir aquilo que lhe foi dado). Todos odeiam pessoas que atuam dessa maneira. Mas, particularmente, não tenho raiva. Vou explicar... já dizia frase da ilustre Indira Gandhi: "Há dois tipos de pessoas: aquelas que trabalham e aquelas que levam o crédito. Tente ficar no primeiro grupo; há menos competição lá". Mas, se você vai fazer o trabalho para depois chegar alguém para levar o crédito pelo o que você fez, por que continuar?


Vocês acreditam na lei do retorno? Aquela em que se você fizer alguma coisa para alguém, isso voltará para você, seja bom ou ruim. Eu acredito nisso, com certeza, mesmo porque, hoje me deram um exemplo. Minha irmã Angel estava brigando com minha outra irmã, a Lana, e num acesso de raiva, deu uma porrada na boca da coitada. Deu um rolo danado. Mais tarde, a Lana estava tranquilamente andando pela casa, quando sem querer deu um 'encontrão' na Angel e acertou a boca dela. Inchou pra caramba, sem contar o sangue. O que ela fez de ruim voltou para ela, certo? O mesmo pode acontecer com coisas boas. Por exemplo, quando eu emprestei um dinheiro pra minha amiga, sem nem pensar em ter de volta mesmo, e quando eu me dei conta eu recebi o que eu emprestei pra ela, e ganhei mais um pouco do meu pai (quase nunca isso acontece) e acabei com bastante dinheiro no final do dia. Com qualquer coisa isso pode ocorrer.


Neste caso, eu insisto em dizer a respeito de meu querido maestro. O fato é que o que ele gostaria de formar não são apenas músicas... o que ele gostaria de fazer mesmo é criar pessoas com mais cultura e com formação humana melhor. Bons humanos. E digo uma coisa: ele faz isso sem ganhar um tostão, gastando um tempo na qual ele poderia estar descansando para o próxima dia duro dele (ele dá aulas em duas ou três escolas, não estou certo, e faz faculdade de regência). Eu admiro isso que ele faz, e com certeza, ele está recebendo isso de volta, mesmo gradativamente: ele possui alunos incríveis. Maravilhosos. Tenho certeza de que o objetivo dele está se cumprindo.


Eu espero ter chegado no ponto que eu quis passar: que se você fizer as coisas certas do modo normal, isso voltará para você de um modo até bom. Entretanto, se você é do tipo que ganha crédito em cima do que as outras pessoas fazem, isso pode voltar pra ti de um modo ruim. Think about it!


Tchau.


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domingo, 3 de outubro de 2010

Found

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Olá.


Eu 'arreguei'. Achei que eu iria ficar, sei lá, uns meses sem passar por aqui... mas no fim, motivos externos (Amanda) me fizeram voltar aqui... tais motivos me fizeram ter uma motivação para escrever de novo.


Não foi somente a falta de motivação que me fez não passar por aqui: verdade é que eu estava sem tempo algum. Passei mais tempo na casa da minha mãe, onde não possuo um computador. Eu estava estudando como louco para as Olimpíadas de História, mas... em vão. Nenhum grupo da minha escola passou. E eu havia começado a estudar para o Enem. Se bem que... sinto que esse ano ainda não é o que eu vou entrar em alguma faculdade. MAS, pensamento positivo é sempre bom!


Outra coisa: eu estava sem ideias. Não sabia bem sobre o que eu poderia escrever. Mas... tanta coisa ocorreu nesse mês passado que acredito que conseguirei falar sobre mais coisas. Gostaria que meus amigos que antes liam minhas postagens voltassem a ler... ficaria, sem dúvida, muito feliz!


De fato a falta de motivação, ânimo, etc, foi um dos grandes motivos que me fizeram parar. Apesar de ter amigos que leem e que, às vezes, comentam, eu nunca via um certo motivo para permanecer escrevendo. Isso se tornou uma espécie de diário? Talvez. Isso se tornou algo que está expondo minha vida a qualquer um? Talvez. Para isso ele foi destinado? Não necessariamente. Mas... eu gostaria muito que as pessoas que pegam um poquinho do seu tempo para ler meu blog refletisse à respeito. É, eu sei, eu já disse muito isso por aqui. Mas... quinta-feira eu tive uma bela experiência:


Uma linda menina, na qual não irei expô-la com seu nome (Amanda), me mostrou que, além dela se importar com meu blog, ela reflete muito com as coisas que escrevo aqui. Não que os meus outros amigos não façam isso; ela me fez perceber isso da melhor maneira possível. Logo, voltei em boa parte por causa dela e para que eu possa transmitir minha cultura a todos. (Além de tudo, essa infeliz me ameaçou, dizendo que ia parar de escrever no blog dela, que adoro ler... mas, esqueçam isso, não foi por causa disso, juro! hahah). O ânimo que ela me passou foi demais, e eu percebi que foi uma besteira ter parado realmente de escrever.


Enfim... essa foi apenas a postagem de volta. Aguardem novas postagens! 


Tchau.


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PS: Rápida curiosidade... fez exatamente um mês que não escrevi no blog. Voltei a escrever justo hoje, que é aniversário do meu irmão. Coincidência? Possivelmente.